Anvisa autoriza novo tratamento que desacelera progressão do Alzheimer em fase inicial

Redação 07/01/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento que pode retardar a progressão do Alzheimer em pacientes diagnosticados nos estágios iniciais da doença. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e contempla pessoas com demência leve.

O fármaco, comercializado com o nome Leqembi, é desenvolvido a partir do anticorpo lecanemabe. Sua ação é direcionada à redução das placas beta-amiloides, alterações cerebrais associadas ao desenvolvimento do Alzheimer. O tratamento é administrado por meio de infusão intravenosa, após diluição da solução.

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De acordo com a Anvisa, o medicamento não tem efeito curativo e tampouco reverte danos já instalados. A indicação é restrita a pacientes que apresentam sinais iniciais da doença, não sendo recomendado para casos em estágio moderado ou avançado.

A liberação do Leqembi teve como base um estudo clínico que acompanhou 1.795 pessoas com Alzheimer em fase inicial ao longo de 18 meses. Os participantes possuíam acúmulo de placas beta-amiloides no cérebro e receberam o medicamento ou placebo durante o período da pesquisa.

A eficácia do tratamento foi avaliada por meio da escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating – Sum of Boxes), utilizada para medir a gravidade da demência e seus impactos nas atividades diárias, considerando aspectos como memória, orientação, julgamento e autonomia.

Em uma análise específica com 1.521 participantes, os resultados indicaram que os pacientes tratados com o medicamento apresentaram progressão mais lenta da doença, com menor agravamento dos sintomas em comparação ao grupo que recebeu placebo.

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