Criança corre risco de ter crescimento da perna comprometido por falta de cirurgia na Santa Casa

Redação 19/01/2026
Uma criança de 10 anos pode ter o crescimento da perna direita comprometido caso não seja submetida a uma cirurgia ortopédica nos próximos nove dias. A menina está internada desde a última segunda-feira (12) na Santa Casa de Campo Grande, sem previsão para a realização do procedimento.
Segundo a mãe da paciente, Jordana Ferreira Alves, a criança sofreu uma fratura na tíbia no dia 8 de janeiro e foi internada quatro dias depois. Apesar da gravidade do quadro, ela afirma que a filha segue aguardando cirurgia e que até mesmo as visitas médicas ocorrem com pouca frequência.
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“Ontem, após várias reclamações no SAC do hospital, consegui que trocassem a tala, porque o pé dela já estava ficando esverdeado. Durante a troca, conversei com o ortopedista, que explicou que a cirurgia precisa ser feita em até 20 dias após a queda, pois a fratura atingiu a região de crescimento do osso. Se colar assim, o crescimento dessa perna pode parar”, relatou a mãe.
De acordo com Jordana, os médicos alertaram que, caso o procedimento não seja realizado dentro do prazo, a criança pode desenvolver uma deficiência permanente. Mesmo diante do risco, a família foi informada de que não há previsão para a cirurgia.
Entre as justificativas apresentadas pelo hospital está a alta demanda por procedimentos ortopédicos. Conforme relatado à mãe, há pacientes aguardando atendimento desde outubro do ano passado, além de casos considerados mais graves, como fraturas expostas.
“Disseram que existem muitas pessoas na frente dela e que não sabem quando será possível operar. Eu não sei mais a quem recorrer”, desabafa Jordana.
Na tentativa de garantir a cirurgia dentro do prazo indicado, a mãe procurou a Defensoria Pública. No entanto, o primeiro atendimento disponível está marcado apenas para o dia 29 de janeiro, um dia após o limite máximo apontado pelos médicos para a realização do procedimento.
A reportagem entrou em contato com a Santa Casa de Campo Grande para solicitar esclarecimentos sobre o caso, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.


