Cesta básica sobe 0,97% em Campo Grande e passa de R$ 783, mas alta fica abaixo da média nacional


Redação 09/02/2026

O custo da cesta básica em Campo Grande registrou aumento de 0,97% em janeiro, chegando ao valor de R$ 783,41, segundo levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Apesar da elevação, a Capital sul-mato-grossense teve uma das menores altas entre as 24 capitais pesquisadas.

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No comparativo nacional, os maiores aumentos foram observados em Manaus (4,44%), Palmas (3,37%), Rio de Janeiro (3,22%), Fortaleza (2,52%), Cuiabá (2,47%), Aracaju (2,44%), Vitória (2,15%) e Belo Horizonte (2,02%). Desde agosto de 2025, a pesquisa passou a abranger 27 capitais, ampliando o monitoramento dos preços dos alimentos no país.

Impacto no bolso

Em Campo Grande, o\db preço da cesta compromete 52,25% do salário mínimo, exigindo do trabalhador 106 horas e 19 minutos de jornada mensal apenas para garantir os itens básicos de alimentação. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta registrada foi de 2,51%, enquanto o tempo médio necessário para custear a cesta caiu, passando de 110h46 para 106h19.

Produtos em alta e em queda

Dos 23 produtos que compõem a cesta básica, 13 apresentaram aumento em janeiro, sendo o tomate o principal responsável pela pressão nos preços, com alta superior a 40% em relação a dezembro. Também tiveram elevação a manteiga (1,42%) e a batata (0,49%).

Por outro lado, dez itens ficaram mais baratos, com destaque para leite integral (-8,00%), óleo de soja (-7,97%), arroz agulhinha (-6,50%), feijão carioca (-5,01%), farinha de trigo (-4,10%), café em pó (-3,81%), açúcar cristal (-3,37%), banana (-2,31%), pão francês (-0,78%) e carne bovina de primeira (-0,22%).

Variação em 12 meses

Na comparação anual, alguns produtos apresentaram aumentos expressivos, especialmente o café em pó (31,47%) e o tomate (24,32%). Também subiram o pão francês (5,61%), a batata (5,67%), a carne bovina de primeira (3,95%) e a farinha de trigo (3,74%).

Em contrapartida, itens importantes para o orçamento doméstico tiveram queda significativa, como arroz agulhinha (-39,87%), açúcar cristal (-16,30%), feijão carioca (-9,30%), leite integral (-9,26%), banana (-3,23%), manteiga (-2,06%) e óleo de soja (-0,67%).

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