Dólar cai a R$ 5,18, menor patamar em quase dois anos, e Bolsa brasileira bate novo recorde


Redação 09/02/2026

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,18, atingindo o menor valor desde maio de 2024. O movimento foi impulsionado pela perda de força da moeda americana no cenário internacional e pelo aumento da atratividade dos ativos brasileiros para investidores estrangeiros.

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No mercado acionário, o dia também foi de forte desempenho. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), subiu 1,80% e fechou aos 186.241 pontos, estabelecendo novo recorde histórico de fechamento. O avanço foi sustentado pela entrada de capital externo, divulgação de resultados corporativos positivos e expectativas mais otimistas para inflação e juros.

No cenário externo, a queda do dólar ganhou intensidade após informações divulgadas pela Bloomberg News, indicando que reguladores da China recomendaram aos bancos do país reduzir aplicações em títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries). A sinalização reforçou a percepção de menor apetite por ativos americanos e maior interesse por mercados emergentes.

Outro fator relevante veio dos Estados Unidos, onde o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que o crescimento do emprego pode desacelerar nos próximos meses. A avaliação elevou as apostas do mercado em possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano.

No Brasil, declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também influenciaram os negócios. Ele afirmou que houve uma reação exagerada em relação ao caso do Banco Master e ressaltou que a política monetária passa por ajustes finos, sem indicar controle definitivo da inflação, mesmo diante de expectativas de cortes nos juros.

O Boletim Focus trouxe nova revisão para baixo na projeção da inflação de 2026, agora em 3,97%, enquanto a estimativa para a taxa Selic caiu para 12,25% ao ano no fim do período. A previsão de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%.

Entre os destaques corporativos, o BTG Pactual divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 40,3% na comparação anual, contribuindo para o desempenho positivo da Bolsa.

No acumulado de 2026, o dólar já registra queda de 5,48%, enquanto o Ibovespa soma alta de 15,59%, refletindo o momento favorável do mercado financeiro brasileiro.

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