Sindicato denuncia suspensão de cestas básicas a trabalhadores afastados da JBS/Seara em Sidrolândia


Redação 20/02/2026

O Sindaves (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Sidrolândia) denunciou a suspensão da entrega de cestas básicas a funcionários afastados da unidade da JBS/Seara, em Sidrolândia, município localizado a 60 quilômetros de Campo Grande.

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Segundo o sindicato, a interrupção do benefício descumpre o Acordo Coletivo de Trabalho, que prevê o fornecimento mensal das cestas inclusive para trabalhadores afastados por motivos de saúde ou acidentes de trabalho.

De acordo com o presidente do Sindaves, Joel Santos da Cruz, esta é a segunda ocorrência recente de suspensão. No mês anterior, a empresa teria interrompido a entrega, mas voltou atrás após o sindicato preparar uma ação coletiva por meio do seu departamento jurídico.

Desta vez, conforme a entidade, a empresa comunicou que não fará a entrega do benefício ao grupo de trabalhadores afastados.

Impacto nos trabalhadores

Atualmente, cerca de 80 trabalhadores estão afastados na unidade de Sidrolândia. O sindicato destaca que o benefício é essencial, principalmente devido à demora nas perícias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), período em que muitos permanecem sem salário.

Entre os afastados, há casos de fraturas e outros acidentes ocorridos durante o exercício da função.

A representação sindical informou que busca diálogo com a empresa para reverter a decisão de forma administrativa. Caso a situação não seja normalizada, o Sindaves afirma que irá ingressar com nova ação judicial para garantir o cumprimento do acordo coletivo.

Protesto e mobilização

Na madrugada desta sexta-feira (20), trabalhadores da troca de turno realizaram protesto em frente à unidade da empresa.

“O nosso Acordo Coletivo garante a entrega da cesta básica mensalmente, inclusive para quem está afastado por acidente de trabalho ou problema de saúde. Neste mês, a empresa afirmou que não vai entregar a cesta para quem está afastado”, destacou Joel Santos.

O protesto contou com a presença do presidente da CUT/MS, Vilson Gregório, que classificou a medida como precarização das condições de trabalho.

“Não vamos permitir que uma gigante do setor de alimentos explore o trabalhador justamente no momento em que ele mais precisa de apoio”, afirmou.

Afastado há três anos após sofrer um acidente dentro da empresa, um trabalhador relatou a importância do benefício. “Nosso salário já é baixo e, quando ficamos afastados, ele diminui ainda mais. Por isso, a cesta básica faz muita diferença para nós”, disse.

Joel Santos reforçou o pedido para que os trabalhadores afastados procurem o sindicato e comuniquem o não recebimento da cesta. “Com essas informações, vamos elaborar uma ação para garantir o cumprimento do nosso Acordo Coletivo, homologado na Justiça”, concluiu.

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