Após 20 anos de abusos, agressor recebe pena de mais de 32 anos por crimes contra família em Campo Grande

Redação 27/02/2026
Um homem foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, cometidos contra a companheira e os filhos ao longo de cerca de duas décadas, em Campo Grande.
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Segundo a denúncia, os episódios ocorreram entre 2005 e 2025, no Jardim Colibri, onde as vítimas eram submetidas a uma rotina de agressões físicas, psicológicas e sexuais. O agressor utilizava martelo, mangueira e raquete elétrica, mantinha vigilância por câmeras dentro da residência, fazia ameaças constantes de morte e impunha castigos humilhantes.
Consta ainda que, em 2010, o réu praticou estupro de vulnerável, aproveitando-se do momento em que a vítima dormia. Já em 2021, cometeu estupro mediante violência, ao forçar a vítima a atos libidinosos sob a acusação de traição.
Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe e de outras testemunhas foram determinantes para a condenação, confirmando um padrão contínuo de violência doméstica, marcado por controle extremo e intimidação. Para a 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, os relatos foram consistentes, detalhados e compatíveis com o histórico de agressões.
As filhas relataram graves consequências emocionais, incluindo crises de pânico, pesadelos frequentes e medo permanente.
A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça, e a sentença foi proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande, assinada pela juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.


