Dólar cai e fecha a R$ 5,15 após sinais de possível trégua no conflito entre EUA e Irã

Redação 10/03/2026
O dólar encerrou esta terça-feira (10) em queda no mercado brasileiro, influenciado pelo alívio no cenário internacional após sinais de que os Estados Unidos não pretendem ampliar o conflito contra o Irã. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,1575, com recuo de 0,13%.
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Durante o dia, o dólar oscilou entre R$ 5,13 e R$ 5,14, chegando à mínima de R$ 5,1328, antes de encerrar o pregão um pouco acima. Foi a terceira sessão consecutiva de queda, acumulando desvalorização de 2,45% no período.
O movimento acompanhou o comportamento global da moeda dos EUA diante de divisas de países emergentes e exportadores de commodities. A percepção de que a guerra no Oriente Médio pode ter um desfecho mais rápido estimulou a recuperação de ativos considerados de maior risco.
Mesmo assim, informações divulgadas pela CNN no fim da tarde, indicando que o Irã poderia estar posicionando minas no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — trouxeram nova cautela aos mercados e reduziram parte do ganho do real.
Segundo operadores, o real teve desempenho um pouco mais fraco nesta sessão, após dias de forte valorização entre moedas emergentes. Ainda assim, a moeda brasileira segue com bom desempenho em 2026, acumulando queda de 6,04% do dólar no ano.
Especialistas apontam que o fato de o Brasil ser exportador de petróleo ajuda a reduzir os impactos da volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio.
Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, também influenciaram o mercado. Na segunda-feira, ele afirmou que a campanha militar contra o Irã estaria “muito à frente do cronograma” e poderia terminar em breve. Nesta terça, Trump voltou a dizer que está disposto a negociar com o governo iraniano.
A queda recente do preço do petróleo também contribuiu para o alívio nos mercados globais.
Agora, investidores aguardam a divulgação do índice de inflação ao consumidor dos EUA, que será divulgado na quarta-feira (11). O indicador deve ajudar a orientar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano, em relação às taxas de juros.


