Guerra pode tirar Irã da Copa do Mundo e abrir vaga para outra seleção


Redação 12/03/2026

A participação da Seleção Iraniana de Futebol na Copa do Mundo FIFA de 2026 pode estar em risco. Segundo o ministro dos Esportes do país, Ahmad Doyanmali, o cenário atual de conflito no país não oferece condições para que a equipe dispute o torneio.

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O Irã enfrenta ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel, o que pode levar o país a desistir da principal competição do futebol mundial. Caso a retirada seja confirmada, a FIFA poderá aplicar sanções esportivas à federação iraniana.

De acordo com especialistas em direito desportivo, o regulamento da entidade prevê multa mínima de 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) caso uma seleção abandone a competição até 30 dias antes do início. Se a desistência ocorrer em período menor, a penalidade pode chegar a 500 mil francos suíços (aproximadamente R$ 3,2 milhões). Além disso, a federação poderia ser obrigada a devolver valores recebidos para preparação da equipe e até sofrer sanções em competições futuras.

Por outro lado, o regulamento também prevê exceções em casos de força maior reconhecidos pela FIFA, o que pode levar a entidade a considerar o contexto de guerra como justificativa para evitar punições mais severas.

Possível substituição no Mundial

Caso a desistência seja oficializada, a FIFA poderá decidir se mantém o grupo com apenas três seleções ou se convida outro país para ocupar a vaga. A equipe iraniana está no Grupo G, ao lado de Seleção da Bélgica, Seleção do Egito e Seleção da Nova Zelândia.

Entre as alternativas discutidas está a entrada de outra seleção asiática. O Iraque disputa uma repescagem internacional contra o vencedor de Seleção da Bolívia e Seleção do Suriname. Caso não consiga a vaga, poderia se tornar o principal candidato à substituição. Outra possibilidade seria a inclusão dos Emirados Árabes Unidos, que aparecem como melhor seleção asiática fora da classificação direta.

Conflito no Oriente Médio

A tensão na região aumentou após ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o Irã, com o objetivo declarado de enfraquecer o programa nuclear iraniano.

Nos ataques iniciais foi anunciada a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Posteriormente, o país confirmou a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. O conflito se expandiu com ataques a alvos em países do Golfo e também ações militares contra o grupo Hezbollah no Líbano.

Enquanto os bombardeios continuam na região, a participação do Irã no Mundial segue indefinida, deixando nas mãos da FIFA a decisão sobre eventuais punições e sobre quem poderá ocupar a vaga no torneio que será realizado em Estados Unidos, Canadá e México. 

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