Exames para detectar câncer de intestino no SUS triplicam em 10 anos, aponta levantamento

Redação 23/01/2026
O número de exames voltados à detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde apresentou crescimento expressivo na última década. Dados divulgados durante a campanha Março Azul mostram que tanto os testes de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias tiveram aumento significativo na rede pública.
✅Siga no Instagram @portaldenoticiasms
Entre 2016 e 2025, os exames de sangue oculto passaram de cerca de 1,1 milhão para mais de 3,3 milhões, um avanço de aproximadamente 190%. Já as colonoscopias subiram de 261 mil para quase 640 mil procedimentos, crescimento em torno de 145%.
Os maiores volumes foram registrados em estados como São Paulo e Minas Gerais, enquanto Amapá, Acre e Roraima apresentaram os menores números.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Eduardo Guimarães Hourneaux, o aumento está relacionado à ampliação das campanhas de conscientização e ao engajamento de entidades médicas. Segundo ele, iniciativas como o Março Azul têm incentivado a população a buscar diagnóstico precoce.
Casos envolvendo figuras públicas também contribuíram para ampliar o debate. A cantora Preta Gil, por exemplo, teve sua trajetória acompanhada por aumento na procura por exames: entre 2023 e 2025, houve crescimento de 18% nos testes de rastreamento e de 23% nas colonoscopias.
A campanha é organizada por entidades como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a Federação Brasileira de Gastroenterologia, com apoio de instituições médicas nacionais.
Apesar dos avanços, o alerta permanece. O Instituto Nacional de Câncer projeta aumento nas mortes prematuras por câncer de intestino até 2030, impulsionado pelo envelhecimento da população, crescimento de casos entre jovens e ainda pela baixa cobertura de exames preventivos em parte do país.



