Ataques a hospitais aumentam no Oriente Médio e acendem alerta internacional


Redação 24/03/2026

O número de ataques contra unidades e profissionais de saúde tem crescido na atual fase do conflito no Oriente Médio, envolvendo Israel, Estados Unidos e países da região. Os dados mais recentes indicam impactos significativos principalmente no Líbano e no Irã.

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Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos 70 unidades de saúde foram atingidas por bombardeios desde o início de março. Os ataques já deixaram dezenas de profissionais mortos e feridos, além de forçar o fechamento de hospitais e postos de atendimento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também confirmou que a infraestrutura de saúde no Líbano tem sido severamente afetada, agravando a situação de pacientes em meio ao aumento de feridos pelo conflito.

No Irã, autoridades locais informaram que mais de 300 estruturas ligadas à saúde — incluindo hospitais, ambulâncias e centros médicos — sofreram danos. Há ainda registros de mortes de profissionais da área.

Organizações internacionais, como a Anistia Internacional, alertam que ataques a hospitais e equipes médicas configuram violação do direito humanitário internacional. A entidade critica a ausência de provas em alegações de uso militar dessas estruturas, destacando que isso não justifica torná-las alvos.

Por outro lado, as Forças de Defesa de Israel afirmam que grupos como o Hezbollah utilizam instalações médicas para fins militares, o que motivaria as ações.

Especialistas avaliam que a repetição desses ataques pode indicar uma estratégia de pressão sobre a população civil, com impactos diretos no funcionamento dos sistemas de saúde e no atendimento às vítimas da guerra.

O cenário amplia a preocupação internacional diante do aumento de danos a estruturas essenciais, consideradas protegidas em conflitos armados pelas normas internacionais.

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