Dólar sobe e fecha a R$ 5,25 em meio a tensões no Oriente Médio

Redação 24/03/2026
após atingir R$ 5,2796 na máxima do dia. O movimento foi influenciado principalmente pelo cenário externo, marcado pela valorização da moeda americana diante do aumento das tensões no Oriente Médio.
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O avanço do dólar ocorre em meio à maior aversão ao risco por parte dos investidores, impulsionada pelas incertezas envolvendo o conflito na região. A elevação dos preços do petróleo, que subiram mais de 4% e voltaram a superar os US$ 100 o barril, também contribuiu para fortalecer a moeda norte-americana.
Na segunda-feira, o mercado havia reagido positivamente à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar possíveis ataques ao Irã, alimentando expectativas de negociação. No entanto, o clima de cautela retornou nesta terça diante de informações conflitantes sobre o avanço diplomático.
Durante o dia, houve ainda relatos de ações militares e declarações mais duras por parte de autoridades iranianas, o que aumentou a volatilidade nos mercados globais. Apesar disso, no fim da tarde surgiram sinais de possível proposta de cessar-fogo, o que fez o dólar futuro recuar após o fechamento do mercado à vista.
No cenário interno, o Banco Central do Brasil realizou um leilão de US$ 1 bilhão para reforçar a liquidez no mercado cambial. A medida foi vista como preventiva diante de um fluxo cambial mais negativo nos últimos dias.
Além disso, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a expectativa de continuidade no processo de ajuste da taxa Selic, após o recente corte para 14,75% ao ano, mantendo a atenção dos investidores voltada à política monetária brasileira.
Mesmo com a alta recente, analistas apontam que o real ainda apresenta desempenho relativamente estável no mês, oscilando dentro de uma faixa considerada controlada frente a outras moedas de países emergentes.



