Agência Nacional de Vigilância Sanitária atualiza vacinas contra Covid-19 e define nova variante

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a atualização da composição das vacinas contra a COVID-19 utilizadas no Brasil. A nova diretriz estabelece que os imunizantes passem a ser monovalentes — ou seja, voltados a uma única variante — e incluam obrigatoriamente a cepa LP.8.1 do vírus, considerada mais compatível com o cenário epidemiológico atual.
✅Siga no Instagram @portaldenoticiasms
A medida foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União e faz parte da estratégia de revisão periódica das vacinas, acompanhando a evolução do coronavírus.
Para evitar desabastecimento, a Anvisa autorizou um período de transição: vacinas baseadas na cepa anterior, JN.1, ainda poderão ser aplicadas por até nove meses. Durante esse período, os fabricantes deverão atualizar seus registros e processos produtivos, enquanto as campanhas de vacinação serão ajustadas gradualmente à nova formulação.
Diferentemente da gripe, que possui comportamento sazonal mais previsível, a Covid-19 ainda apresenta variações irregulares, o que exige atualizações mais frequentes nos imunizantes.
A decisão não representa uma retomada da vacinação em massa. O foco do Programa Nacional de Imunizações permanece nos grupos prioritários, como idosos, pessoas com comorbidades, gestantes, imunossuprimidos e profissionais de saúde.
Segundo a diretora da Anvisa, Daniela Marreco, a atualização mantém a cepa LP.8.1 nas vacinas aprovadas e permite o uso da variante JN.1, a critério do Ministério da Saúde, para evitar atrasos na imunização. Ambas são derivadas da variante Ômicron.
Até 2 de março, o Brasil registrou mais de 36 mil casos de síndrome gripal associados à Covid-19. De acordo com a Anvisa, a vacinação segue como a principal forma de prevenção e controle da doença.



