Nova política sobre drogas prioriza redução de danos e amplia acesso a tratamento

Redação 02/02/2026
Uma resolução publicada nesta quinta-feira (2) pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas muda a forma como o poder público deve enfrentar a dependência química no Brasil. A norma passa a priorizar a estratégia de redução de danos, permitindo que usuários tenham acesso ao atendimento mesmo sem interromper o uso de substâncias.
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A mudança ocorre em um cenário de crescimento no consumo de drogas. Estimativas indicam que mais de 3,5 milhões de brasileiros enfrentam transtornos relacionados à dependência química, enquanto cerca de 13 milhões relataram uso de drogas ilícitas no último ano.
Na prática, a resolução estabelece que a abstinência não é mais exigida como شرط para início do tratamento. A proposta busca reduzir riscos à saúde e impactos sociais, com foco no acolhimento e no acompanhamento contínuo dos usuários.
Entre as ações previstas estão orientação em saúde, apoio psicossocial, distribuição de itens de higiene e medidas de prevenção a complicações mais graves. A política também reforça a integração com o Sistema Único de Saúde e o Sistema Único de Assistência Social, além de priorizar populações em maior vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua.
O texto destaca que as iniciativas não incentivam o uso de drogas, mas buscam ampliar o acesso aos serviços de forma mais humanizada e sem julgamentos.
Além da resolução, foi publicada uma recomendação para fortalecer a gestão e o financiamento das políticas públicas na área, incluindo apoio técnico a estados e incentivo à ampliação de fundos específicos.
Em Campo Grande, o cenário acompanha a tendência nacional, com aumento de atendimentos relacionados à saúde mental e dependência química. Dados indicam que os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da Capital realizaram cerca de 100 mil atendimentos em 2024, refletindo a crescente demanda por assistência especializada.



