Denúncias contra delegado na Acadepol seguem na Corregedoria e não chegam à Deam

Redação 03/04/2026
As denúncias de assédio sexual e moral contra o delegado Wellington de Oliveira, feitas por alunas do curso de formação da Academia de Polícia Civil (Acadepol), ainda não foram registradas na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
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Segundo apuração, nenhuma das vítimas formalizou boletim de ocorrência na especializada após orientação para que o caso fosse tratado apenas na Corregedoria da Polícia Civil, que já conduz a investigação. O delegado entrou de férias logo após as denúncias se tornarem públicas.
Apuração interna
As oitivas de alunos e alunas já foram realizadas pela Corregedoria. De acordo com o corregedor Clever José Fante, novas escutas podem ocorrer caso sejam necessárias.
A Deam informou que, até o momento, não houve registro formal das denúncias na unidade.
Relatos de assédio
Alunas afirmam que episódios de assédio teriam ocorrido em todas as turmas nas quais o delegado ministrou aulas. Entre os relatos, estão comentários de cunho sexual e perguntas consideradas inadequadas.
Também há denúncias de assédio moral. Segundo estudantes, o delegado teria feito afirmações indicando que eventuais reclamações não teriam consequências.
Encaminhamento do caso
As denúncias foram levadas à direção da Acadepol, que encaminhou o caso à Corregedoria. Um documento foi elaborado com relatos de vítimas, líderes de turma e testemunhas.
Parte dos alunos e até integrantes da própria Polícia Civil criticaram o fato de o caso não ter sido registrado na Deam, defendendo investigação paralela devido à gravidade das acusações.
Posição da Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou um procedimento preliminar para apurar os fatos e que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas, incluindo a oitiva dos envolvidos e a coleta de informações junto à Acadepol.
A instituição destacou que o delegado não ministra mais aulas no curso e que a apuração seguirá respeitando o devido processo legal, com garantia de ampla defesa.
Defesa do delegado
Procurado, o delegado Wellington de Oliveira negou as acusações. Ele afirmou que utilizava exemplos de situações reais durante as aulas e que eventuais falas podem ter sido interpretadas fora de contexto.
Segundo ele, não houve qualquer conduta de assédio e o caso será esclarecido no decorrer das investigações.



