China planeja reduzir importações e acende alerta para agronegócio de MS

Redação 22/04/2026
A China deve diminuir de forma significativa a importação de produtos como soja, carne bovina, suína e lácteos ao longo dos próximos dez anos, com início já em 2026. A projeção faz parte do relatório Agricultural Outlook 2026–2035, divulgado pelo Ministério da Agricultura chinês, e pode impactar diretamente Mato Grosso do Sul, que tem o país asiático como principal destino de exportações.
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De acordo com o documento, a compra de soja deve cair 6,1% ainda neste ano e chegar a uma redução de 26,2% até 2035. O volume, que foi de 111,8 milhões de toneladas no último ano, pode recuar para cerca de 82,5 milhões. Já a importação de carne bovina deve registrar queda de 3,9% em 2026.
A mudança está ligada a uma estratégia do governo chinês para ampliar a produção interna e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. O país vem investindo em tecnologia e no fortalecimento da agropecuária, buscando maior autonomia na produção de alimentos.
Em Mato Grosso do Sul, os números mostram a forte dependência do mercado chinês. No primeiro trimestre, cerca de 80% da soja exportada pelo estado teve como destino a China. Na carne bovina, o país asiático respondeu por mais de 42% dos embarques.
Especialistas avaliam que o cenário exige atenção do Brasil, já que metade das exportações do agronegócio nacional depende da China. A recomendação é ampliar a diversificação de mercados, embora esse seja um processo gradual e que demanda estratégia e acordos comerciais.
Caso a redução nas importações avance de forma acelerada, estados exportadores como Mato Grosso do Sul podem enfrentar impactos relevantes nas receitas e no volume de vendas ao exterior.



