Dólar cai e fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em mais de dois anos


Redação 08/05/2026

O dólar voltou a recuar nesta sexta-feira (8) e encerrou o dia cotado a R$ 4,8939, registrando queda de 0,60% e fechando abaixo da marca de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. O desempenho foi impulsionado pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior e pelo avanço de moedas emergentes, favorecidas por um ambiente internacional mais otimista.

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O movimento foi influenciado pela divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que vieram acima das expectativas e aliviaram preocupações sobre uma possível desaceleração econômica acompanhada de inflação elevada. O relatório apontou a criação de 115 mil empregos em abril, enquanto a taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%.

No cenário geopolítico, o mercado reagiu com cautela à sinalização de retomada das negociações no Oriente Médio. Apesar da ausência de um acordo definitivo, a redução das tensões ajudou a conter a aversão ao risco. Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, reforçando a manutenção do cessar-fogo também contribuíram para a melhora no humor dos investidores.

O petróleo apresentou leve recuperação no pregão, com o barril Brent subindo 1,23%, a US$ 101,29, embora ainda acumule perdas superiores a 6% na semana. A valorização da commodity segue sendo vista como positiva para o Brasil, por fortalecer a balança comercial e sustentar o real.

Com o resultado, o dólar acumula queda de 1,19% nesta primeira semana de maio. No ano, a desvalorização frente ao real chega a 10,84%, colocando a moeda brasileira entre as que mais ganharam força no cenário internacional.

Diante desse desempenho, o BTG Pactual revisou sua projeção para o câmbio no fim de 2026, reduzindo a estimativa de R$ 5,20 para R$ 4,90. Segundo a instituição, o real continua sustentado pelo diferencial elevado de juros, pela melhora das contas externas e pela fraqueza global do dólar.

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