Dólar fecha abaixo de R$ 5 após alívio nas tensões entre EUA e Irã

O dólar comercial caiu 1,37% nesta segunda-feira (18) e encerrou o pregão cotado a R$ 4,99, voltando a ficar abaixo da marca de R$ 5. O recuo foi impulsionado pela redução das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, o que melhorou o ambiente externo e favoreceu moedas de países emergentes.
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O mercado reagiu à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar uma ofensiva militar contra o Irã para abrir espaço às negociações diplomáticas. A sinalização reduziu a aversão global ao risco e fortaleceu o real ao longo da tarde.
A moeda norte-americana chegou a abrir o dia em R$ 5,04, mas perdeu força perto do encerramento. No acumulado de maio, o dólar registra alta de 0,93%, enquanto em 2026 acumula queda de 8,94%.
Na bolsa brasileira, o movimento foi mais cauteloso. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,17%, fechando aos 176.976 pontos. Durante a tarde, o índice chegou a cair 0,83%, mas amenizou as perdas após a melhora no cenário internacional.
No acumulado do mês, o Ibovespa registra baixa de 5,52%, mas ainda sustenta alta de 9,84% no ano.
O mercado também acompanhou a valorização do petróleo. O barril do tipo Brent subiu 2,6%, encerrando cotado a US$ 112,10, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 3,33%, negociado a US$ 104,38.
No cenário doméstico, investidores monitoraram o boletim Focus, do Banco Central, que elevou para 13,25% a projeção da taxa Selic no fim de 2026, fator que ajudou a sustentar o real frente ao dólar.
Já os dados da atividade econômica ficaram em segundo plano. O IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,7% em março na comparação mensal, desempenho abaixo das expectativas do mercado.
No exterior, o fechamento foi misto em Wall Street: o Dow Jones avançou 0,32%, enquanto o Nasdaq caiu 0,51%. Na Europa, as bolsas encerraram o dia em alta, refletindo o alívio temporário nas tensões geopolíticas.

