Petróleo cai forte e registra maior queda mensal desde 2020 com expectativa de acordo entre EUA e Irã


Redação 29/05/2026

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (29), acumulando perdas expressivas na semana e no mês. O movimento foi impulsionado pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, o que aumentou a perspectiva de estabilidade no mercado global de energia.

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O petróleo WTI, negociado em Nova York, recuou 1,73%, encerrando o dia cotado a US$ 87,36 o barril. Já o Brent, referência internacional negociada em Londres, caiu 1,7%, fechando a US$ 91,12 o barril, após chegar a operar abaixo dos US$ 90 durante o pregão.

Na semana, as perdas acumuladas foram de 9,56% para o WTI e 12% para o Brent. No mês de maio, os contratos registraram quedas de 16,8% e 17,4%, respectivamente. Segundo dados da Dow Jones Market Data, o Brent teve sua maior desvalorização mensal em dólares desde março de 2020.

A pressão sobre os preços aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar que tomaria uma decisão final sobre um possível acordo com o Irã. Apesar do avanço das negociações, autoridades iranianas demonstraram desconfiança em relação às garantias oferecidas por Washington.

Analistas avaliam que a queda reflete o otimismo dos investidores com uma solução diplomática para o conflito, o que pode reduzir riscos à oferta global de petróleo e beneficiar consumidores ao redor do mundo.

Enquanto isso, a guerra na Ucrânia segue influenciando o mercado. Um ataque de drones atingiu uma instalação de armazenamento de combustível na região russa de Yaroslavl, provocando um grande incêndio em uma refinaria que já havia sido alvo de ataques neste mês.

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