Dólar recua, mas fecha acima de R$ 5 com apoio do petróleo e entrada de recursos na bolsa


Redação 02/06/2026

O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (2) em leve queda frente ao real, acompanhando o movimento de valorização das moedas de países emergentes diante de um ambiente externo mais favorável ao risco. Apesar do recuo, a moeda norte-americana permaneceu acima da marca de R$ 5 no fechamento.

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Durante o pregão, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,0005 e a máxima de R$ 5,0231, encerrando o dia cotado a R$ 5,0095, com desvalorização de 0,26%. Nos dois primeiros dias de junho, a moeda acumula queda de 0,66%. No acumulado de 2026, as perdas já chegam a 8,74%, mantendo o real entre as moedas com melhor desempenho global neste ano.

Analistas apontam que a valorização do petróleo e a expectativa de ingresso de capital estrangeiro na bolsa brasileira ajudaram a sustentar o real. O Ibovespa avançou mais de 1% na sessão, reforçando o fluxo positivo para ativos domésticos.

No cenário internacional, as atenções seguem voltadas para as negociações entre Estados Unidos e Irã. A ausência de avanços concretos elevou os preços do petróleo, diante das preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global da commodity. O barril do petróleo Brent para agosto fechou em alta de 1,07%, próximo de US$ 96.

Apesar da recente ameaça comercial dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, o tema teve impacto limitado sobre o mercado cambial. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros a partir de julho, citando, entre outros argumentos, questões relacionadas ao sistema de pagamentos PIX.

Para especialistas, a elevada taxa de juros brasileira continua sendo um dos principais fatores que sustentam a moeda nacional. Ainda assim, permanecem preocupações com o quadro fiscal do país, considerado um dos riscos para o comportamento do câmbio nos próximos meses.

Instituições financeiras revisaram suas projeções para a moeda americana. O C6 Bank, por exemplo, reduziu suas estimativas e agora prevê o dólar em R$ 5,20 ao final de 2026 e em R$ 5,50 ao término de 2027, citando o desempenho favorável do Brasil em meio ao cenário de alta do petróleo e tensões no Oriente Médio.

Os investidores também acompanham indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem influenciar as próximas decisões do Federal Reserve sobre juros. Após dados de emprego acima das expectativas divulgados nesta semana, a atenção se volta para os relatórios ADP e Payroll, considerados fundamentais para avaliar o ritmo da economia norte-americana e seus reflexos sobre o mercado global.

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