Mais de 27 mil deixam programa social após aumento da renda em Mato Grosso do Sul

Redação 03/06/2026
Desde 2023, mais de 27,6 mil moradores de Mato Grosso do Sul deixaram de receber o benefício do Mais Social após conquistarem melhores condições financeiras. O número reforça os resultados das políticas de assistência e inclusão social desenvolvidas pelo Governo do Estado, que também contribuíram para a redução dos índices de extrema pobreza.
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Criado para garantir segurança alimentar às famílias em situação de vulnerabilidade, o programa tem sido apontado como um dos instrumentos de transformação social no Estado. Entre os beneficiários que optaram por devolver o cartão está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos.
Marcos ingressou no programa em 2018, após perder o emprego e enfrentar dificuldades para sustentar a família composta pela esposa, quatro filhos e a sogra. Trabalhando como barbeiro em casa, ele não conseguia gerar renda suficiente para cobrir as despesas básicas.
Com o auxílio do programa, a família conseguiu atravessar o período mais difícil. Hoje, Marcos atua como vigilante em uma entidade sindical rural e conta também com a ajuda financeira dos dois filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, o que permitiu que a família alcançasse estabilidade econômica.
Segundo ele, a decisão de deixar o programa foi motivada pelo entendimento de que outras pessoas precisam mais do benefício. “Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje existem famílias que necessitam mais desse apoio”, afirmou.
Além do benefício alimentar, o programa oferece incentivos voltados às mães solo. Mulheres trabalhadoras podem receber um adicional de R$ 600 por criança de até três anos de idade, mediante comprovação de vínculo empregatício ou contribuição previdenciária. Há ainda um incentivo de R$ 300 mensais para beneficiárias que frequentam o ensino regular ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Outras iniciativas estaduais também têm contribuído para ampliar oportunidades. Entre elas está o MS Supera, que concede bolsa mensal equivalente a um salário mínimo para estudantes de baixa renda matriculados em cursos técnicos ou de graduação.
Os avanços aparecem também nos dados do Cadastro Único. Entre março de 2024 e março de 2025, 44.604 pessoas deixaram o banco de dados por terem superado a condição de vulnerabilidade social.
De acordo com o IBGE, Mato Grosso do Sul registrou queda de 40,7% na extrema pobreza em apenas dois anos. O índice passou de 2,75% para 1,6% da população, colocando o Estado entre os menores índices do país. No mesmo período, cerca de 34 mil famílias saíram da condição de insegurança alimentar.
Para o Governo do Estado, os resultados refletem a integração entre programas de assistência social, educação e qualificação profissional, que buscam oferecer condições para que as famílias conquistem autonomia financeira e melhorem sua qualidade de vida.


