Petróleo sobe 1% com queda dos estoques dos EUA e tensão no Oriente Médio

Redação 17/06/2026
Os preços do petróleo encerraram esta quarta-feira (17) em alta, impulsionados pela redução dos estoques norte-americanos acima das expectativas e pelas incertezas envolvendo o Oriente Médio, especialmente a retomada do tráfego no Estreito de Ormuz e as negociações entre Estados Unidos e Irã.
✅Siga no Instagram @portaldenoticiasms
O barril do petróleo WTI, referência nos Estados Unidos e negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), avançou 1% (US$ 0,74), fechando cotado a US$ 76,01. Já o Brent, referência internacional negociada na ICE de Londres, registrou alta de 0,75% (US$ 0,59), encerrando o dia a US$ 79,55 por barril.
Durante o pregão, a commodity apresentou volatilidade após a Agência Internacional de Energia (AIE) alertar que a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz pode levar meses, cenário que pode limitar a oferta global de petróleo.
A valorização também foi sustentada pela forte queda dos estoques dos Estados Unidos, embora informações desencontradas sobre um possível acordo entre Washington e Teerã tenham reduzido parte dos ganhos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um discurso duro contra o Irã durante coletiva após a cúpula do G7, afirmando que novos bombardeios poderão ocorrer caso haja um impasse nas negociações. Ele também mencionou a possibilidade de ampliar sanções contra a Rússia.
Para analistas do TD Securities, a reabertura do Estreito de Ormuz deve ocorrer de forma gradual, já que dificuldades técnicas podem impedir a retomada do fluxo de navios petroleiros aos níveis anteriores ao conflito dentro do prazo de 30 dias previsto no acordo. A instituição avalia que a continuidade da redução dos estoques globais em julho e agosto pode dar suporte a novas altas nos preços da commodity.
Na reunião do G7, encerrada nesta quarta-feira, os países-membros também defenderam um cessar-fogo no Líbano diante das recentes ofensivas de Israel e reafirmaram o compromisso com a manutenção de sanções contra a Rússia.


