Dólar dispara no Brasil e fecha em alta com tensão externa e sinais do Fed

Redação 18/06/2026
O dólar teve forte alta no mercado brasileiro nesta quinta-feira (18), acompanhando o movimento de valorização da moeda americana no exterior e a reprecificação das expectativas sobre juros nos Estados Unidos. O real registrou o pior desempenho entre as principais moedas, pressionado também por interpretações do mercado sobre o comunicado do Banco Central do Brasil.
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Ao longo do dia, a moeda norte-americana ganhou força após a postura mais dura do Federal Reserve em relação à política monetária, o que aumentou a expectativa de juros mais altos por mais tempo nos EUA. O cenário reduziu o apetite global por risco e fortaleceu o dólar frente a outras divisas.
No Brasil, o câmbio também reagiu ao tom do Copom, que recentemente reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, mas sinalizou mudanças no horizonte de análise da política monetária, o que foi interpretado por parte do mercado como comunicação menos clara sobre o rumo dos juros.
O dólar à vista chegou à máxima de R$ 5,19 e encerrou o pregão em alta de 1,32%, cotado a R$ 5,1752. No acumulado da semana, a valorização é de 2,25%, enquanto em junho a alta chega a 2,62%. No ano, a moeda ainda registra queda de 5,72%, apesar da recuperação recente.
No cenário internacional, o índice do dólar (DXY) também avançou, refletindo maior demanda por ativos considerados mais seguros. A melhora momentânea na percepção de risco geopolítico, após avanços em acordos envolvendo Estados Unidos e Irã, reduziu a pressão sobre o petróleo, que permaneceu abaixo de US$ 80 o barril.
Analistas destacam que parte da valorização recente do real vinha justamente da expectativa de alta de commodities, especialmente petróleo, e que o movimento de correção pode ter levado investidores a realizarem lucros, ampliando a pressão sobre a moeda brasileira.
Economistas apontam ainda que a combinação de política monetária mais rígida nos EUA, ajustes nas expectativas de juros no Brasil e queda das commodities criou um ambiente desfavorável para o real no curto prazo.


