EUA projetam eleições no Brasil como ponto estratégico em disputa de influência na América Latina

Redação 24/06/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as eleições presidenciais no Brasil são consideradas um “teste importante” dentro da estratégia de Washington para manter sua influência na América Latina. A declaração estaria alinhada à Estratégia de Segurança Nacional dos EUA divulgada em 2025, que reforça o objetivo de preservação da proeminência norte-americana na região.
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A manifestação ocorreu após a publicação de um artigo compartilhado por Trump em uma rede social. O texto, assinado pelo colunista político John Gizzi, analisa supostas mudanças no cenário político latino-americano e menciona uma série de vitórias eleitorais recentes de lideranças alinhadas à direita em países da região.
Entre os exemplos citados pelo artigo estão eleições em países como El Salvador, Argentina e Equador, além de pleitos previstos para 2026 em nações como Peru, Honduras, Bolívia e Chile. O texto também menciona a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia como parte desse movimento de realinhamento político descrito pelo autor.
O artigo sustenta ainda que a região vive um processo de reconfiguração ideológica iniciado em 2019 e intensificado nos anos seguintes, com crescimento de governos e lideranças de perfil conservador em diferentes países.
Apesar dessa tendência, o texto aponta que ainda existem desafios estratégicos para os Estados Unidos na região, com destaque para Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. O Brasil é citado como o “principal teste futuro” dentro desse cenário, por sua relevância política e econômica no continente.
Em meio às análises, o texto também menciona articulações políticas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo movimentações de seus apoiadores em torno de figuras políticas como seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, em um contexto de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O material ainda faz referência a documentos oficiais do governo norte-americano que mencionam uma atualização da Doutrina Monroe, com uma abordagem mais assertiva chamada informalmente de “Corolário Trump”. O conceito original, criado no século XIX, defendia a limitação da influência europeia nas Américas e, na versão atual, seria reinterpretado para reforçar a presença estratégica dos Estados Unidos no hemisfério ocidental.
O documento citado defende que os EUA devem ampliar sua atuação em áreas consideradas estratégicas e reduzir a influência de potências externas na região, reforçando o interesse norte-americano em questões políticas e econômicas do continente.


