Escola Municipal de Tempo Integral Professora Ana Lúcia de Oliveira Batista, em Campo Grande


Redação 25/06/2026

Uma professora de 40 anos conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra o diretor da Escola Municipal de Tempo Integral Professora Ana Lúcia de Oliveira Batista, em Campo Grande, após denunciá-lo por suposto assédio sexual. A decisão judicial estabelece que o servidor permaneça a pelo menos 300 metros de distância da vítima e proíbe qualquer forma de contato, inclusive por telefone, aplicativos de mensagens, redes sociais ou por intermédio de terceiros.

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De acordo com a denúncia apresentada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), os episódios ocorreram de forma recorrente desde o início das atividades da professora na unidade escolar. Ela afirma que, durante conversas relacionadas ao trabalho, o diretor costumava fazer comentários sobre sua aparência e utilizar expressões de conotação sexual, deixando-a constrangida.

Entre os fatos relatados, a docente informou que o investigado fazia perguntas sobre fotos de biquíni que ela poderia publicar nas redes sociais, além de elogios considerados inapropriados e observações sobre seu corpo. Em outra ocasião, teria sugerido que ela gravasse um vídeo usando biquíni fio-dental em um parque aquático.

A professora também contou que, após mencionar ter recebido R$ 1,2 mil por meio de uma transferência via Pix, ouviu uma insinuação de que o dinheiro teria origem em um “programa”. Segundo ela, o valor era referente ao pagamento por um curso de formação para gestores, situação que aumentou o constrangimento.

Outro episódio descrito ocorreu durante uma carona oferecida pelo diretor após um compromisso profissional. Conforme o boletim de ocorrência, ele parou para comprar bebidas alcoólicas e fez comentários sobre sua vida íntima, perguntando se ela teria um encontro amoroso naquela noite.

Diante da sequência de situações, a professora procurou a Polícia Civil e solicitou proteção judicial. Ao analisar o caso, o magistrado responsável entendeu que havia elementos suficientes para conceder a medida protetiva, considerando que a permanência dos dois no mesmo ambiente de trabalho poderia colocar em risco a integridade emocional e psicológica da vítima.

A decisão foi confirmada posteriormente pela 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que determinou ainda o acompanhamento do caso pela Patrulha Maria da Penha para fiscalizar o cumprimento das restrições impostas ao investigado.

O procedimento policial segue em andamento. A medida protetiva tem caráter preventivo e busca assegurar a proteção da professora enquanto os fatos são apurados, sem representar uma condenação antecipada do diretor.

Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Campo Grande não havia informado se adotará providências administrativas em relação ao servidor denunciado.

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