Em Ponta Porã, Lula reforça combate ao feminicídio e cobra punição a agressores

Redação 25/06/2026
Durante agenda em Ponta Porã, nesta quinta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres e afirmou que a violência de gênero exige uma resposta firme do Estado. A declaração foi feita durante a entrega de títulos da Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul.
✅Siga no Instagram @portaldenoticiasms
Ao comentar os casos de feminicídio registrados no país, Lula classificou como “insuportável” a violência contra as mulheres e criticou a justificativa do ciúme para crimes cometidos por companheiros.
“Não há nenhuma razão para que um homem seja violento contra a sua mulher, nenhuma razão para matar, bater ou espancar mulheres”, declarou.
O presidente destacou o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa que reúne União, estados e municípios para ampliar a proteção às vítimas, acelerar a concessão de medidas protetivas, fortalecer a rede de acolhimento e intensificar o combate à impunidade.
Segundo Lula, o governo ampliou os mecanismos legais voltados à proteção das mulheres e defendeu punição rigorosa aos agressores.
“Um homem que bate numa mulher tem que ser punido”, afirmou.
Durante o evento, Lula também pediu ao prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos (PSDB), que elabore um plano municipal de enfrentamento ao feminicídio, reforçando a necessidade de atuação conjunta entre os entes públicos.
O presidente ainda citou o caso da escrivã da Polícia Federal Vanessa Marty, de 44 anos, encontrada morta em Cascavel (PR). Inicialmente tratado como possível suicídio, o caso passou a ser investigado também como feminicídio. O marido da vítima, Júlio César Waltemann de Freitas, militar da reserva do Exército, foi preso após a polícia apontar contradições em seu depoimento.
Ao encerrar a fala, Lula voltou a defender o enfrentamento à violência contra as mulheres e afirmou que a sociedade não pode se manter indiferente diante desses crimes.
“Não é possível que a gente fique quieto diante disso. É como se a mulher fosse saco de pancada”, concluiu.


