Anúncio dos EUA pesa no mercado financeiro e faz dólar subir para R$ 5,09

Redação 16/07/2026
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quinta-feira (16) em queda, refletindo a reação dos investidores à confirmação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. O dólar comercial avançou 0,40% e fechou cotado a R$ 5,0983, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, recuou 1,28%, encerrando o dia aos 173.753 pontos.
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Mesmo com a alta da moeda norte-americana, o dólar ainda acumula desvalorização de 7,11% em 2026. Na semana, registra queda de 0,20% e, em julho, recua 1,25%. Já o Ibovespa apresenta perda de 1,04% nos últimos dias, mas mantém ganhos de 2,32% no mês e de 9,24% no acumulado do ano.
A principal influência sobre os negócios foi a oficialização da cobrança adicional pelos Estados Unidos, que passa a valer a partir de 22 de julho. A medida foi anunciada após uma investigação comercial conduzida pelo governo norte-americano, que apontou supostas barreiras impostas pelo Brasil em áreas como o sistema Pix, o mercado de etanol, o combate ao desmatamento ilegal e à pirataria.
Apesar da decisão, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil, entre eles petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, ficaram de fora da nova tributação, reduzindo os impactos sobre parte da balança comercial.
O Ministério da Fazenda avalia que os efeitos da medida devem ser moderados, considerando a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras e a lista de produtos isentos da tarifa.
No cenário externo, a continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã também contribuiu para aumentar a cautela dos investidores. A instabilidade geopolítica elevou a percepção de risco nos mercados internacionais, embora os preços do petróleo tenham encerrado o dia em queda.
O barril do Brent recuou 0,85%, fechando cotado a US$ 84,23, enquanto o WTI caiu 0,82%, para US$ 78,95 por barril.


