Pesquisa mostra Lula na frente no primeiro turno e Caiado com melhor desempenho em confronto direto

Redação 21/07/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da corrida presidencial, de acordo com pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (21). O levantamento aponta vantagem do petista nos cenários de primeiro turno, mas indica um cenário mais equilibrado na etapa decisiva da disputa, com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sendo o único a aparecer numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno.
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Na pesquisa espontânea, Lula soma 34% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 26%. O empresário Renan Santos aparece com 3%, seguido por Ronaldo Caiado, com 2%. Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro marcam 1% cada.
Quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula alcança 40% da preferência do eleitorado, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece com 9%, Caiado tem 7% e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registra 2%.
Como nenhum candidato supera a marca de 50% dos votos válidos, a disputa seguiria para o segundo turno. Nesse cenário, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 45% a 42%, resultado considerado empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais. O presidente também derrotaria Romeu Zema por 44% a 38% e Renan Santos por 44% a 35%.
A única simulação em que Lula aparece atrás é contra Ronaldo Caiado. O governador goiano registra 44% das intenções de voto, enquanto o presidente soma 43%. Apesar da vantagem numérica de Caiado, a diferença também está dentro da margem de erro.
Segundo a pesquisa, o desempenho do governador pode ser explicado por sua capacidade de atrair votos de diferentes grupos políticos. Caiado aparece como a principal segunda opção entre eleitores tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro e apresenta rejeição menor que a dos dois adversários.
O levantamento também registra perda de competitividade de Flávio Bolsonaro. Entre os fatores apontados estão o desgaste provocado pelo chamado “Caso Master”, envolvendo a tentativa de captar recursos para um filme sobre Jair Bolsonaro, o rompimento político com Michelle Bolsonaro e os impactos da sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, tema explorado no debate político após a viagem do senador ao país.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 18 e 20 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.


