Anvisa alerta para riscos de emagrecedor vendido no Paraguai sem aprovação sanitária


Redação 24/07/2026

Antes de comprar medicamentos para emagrecimento na fronteira, os consumidores devem redobrar a atenção. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou que a retatrutida, substância que vem sendo comercializada ilegalmente no Paraguai e procurada por brasileiros, ainda não recebeu autorização para uso ou venda em nenhum país.

✅ Siga no Instagram @portaldenoticiasms

Segundo a agência, o medicamento permanece em fase de pesquisas clínicas e ainda não teve seu processo de desenvolvimento concluído. A empresa responsável pelos estudos também não solicitou registro do produto no Brasil. Apesar disso, a fórmula já é anunciada em sites clandestinos e frequentemente apreendida pelas autoridades nas fronteiras por entrar no país de forma irregular.

A Anvisa explica que todo medicamento precisa passar por um processo rigoroso de avaliação antes de ser liberado ao público. Os estudos analisam a eficácia do tratamento, a segurança do paciente, as doses corretas, possíveis reações adversas, interações com outros remédios e situações em que o uso deve ser interrompido.

Sem essa aprovação, não há garantias sobre a composição do produto, sua qualidade ou a quantidade real da substância presente. Além disso, medicamentos irregulares normalmente não possuem bula, orientações de conservação ou informações sobre o prazo de validade após a abertura.

O órgão alerta que o uso de medicamentos sem registro pode trazer sérios riscos à saúde. Entre eles estão efeitos colaterais ainda desconhecidos, ausência de comprovação científica dos benefícios, incerteza sobre a dosagem adequada e falhas na fabricação, como contaminação, impurezas, variações entre lotes e armazenamento inadequado.

Diante desse cenário, a recomendação é que consumidores utilizem apenas medicamentos registrados pelos órgãos reguladores e sempre com orientação médica, evitando produtos comercializados de forma clandestina ou sem autorização sanitária.

Compartilhe