Tempo seco acelera colheita de algodão e milho, mas estiagem preocupa produtores de trigo em MS


Redação 27/07/2026

O tempo seco predominante entre os dias 1º e 21 de julho favoreceu o avanço da colheita do algodão e do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul. No entanto, a falta de chuvas no sudoeste do Estado acendeu um alerta para as lavouras de trigo, que enfrentam deficiência hídrica em uma das fases mais importantes do desenvolvimento.

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As informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O levantamento aponta que, apesar das condições climáticas, os índices de vegetação permanecem acima da média histórica e superiores aos registrados no mesmo período da safra passada.

No Centro-Oeste, o predomínio de tempo seco, aliado às temperaturas mais baixas em algumas regiões, favoreceu a maturação do algodão e a perda natural de umidade do milho segunda safra, facilitando o avanço da colheita.

Na região dos Chapadões, principal polo produtor de algodão em Mato Grosso do Sul, a colheita segue em ritmo satisfatório, com boa produtividade. Já na região central do Estado, os trabalhos ainda estão no início, enquanto parte das lavouras permanece em fase de maturação.

Em relação ao milho segunda safra, a Conab informa que a colheita continua atrasada em comparação às últimas temporadas. O principal motivo é o plantio tardio em algumas regiões, além das temperaturas mais baixas e das chuvas isoladas, que retardaram a perda de umidade dos grãos.

A maior preocupação, porém, está nas lavouras de trigo do sudoeste sul-mato-grossense. A baixa umidade do solo ocorre justamente durante as fases de floração e enchimento dos grãos, períodos de maior demanda por água. Caso as chuvas não aumentem nas próximas semanas, o potencial produtivo da cultura poderá ser comprometido.

Segundo a Conab, o monitoramento das lavouras reúne informações climáticas, imagens de satélite, observações de campo e análises técnicas para acompanhar o desenvolvimento das principais culturas agrícolas e subsidiar as estimativas da safra nacional.

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