Abate de bovinos em MS segue forte no 1º semestre e mercado de reposição mantém valorização


Redação 28/07/2026

O setor pecuário de Mato Grosso do Sul encerrou o primeiro semestre de 2026 com ritmo elevado de produção, mantendo o volume de abates próximo ao recorde do ano passado e registrando valorização dos animais de reposição, apesar da queda nas cotações da arroba ao longo de junho.

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De acordo com o Boletim SIGABOV, elaborado pelo Departamento Técnico (DETEC) do Sistema Famasul, foram abatidos 2,08 milhões de bovinos entre janeiro e junho deste ano. O número representa redução de apenas 1% em relação ao mesmo período de 2025, mas permanece 10% acima da média dos últimos cinco anos, confirmando a força da atividade pecuária no Estado.

Segundo o consultor técnico em pecuária do Senar/MS, Diego Guidolin, o perfil dos animais abatidos começou a mudar em junho, com aumento da participação de machos, principalmente entre 13 e 24 meses, enquanto a presença de fêmeas diminuiu. Para o especialista, esse cenário reflete uma oferta consistente de animais terminados e uma demanda aquecida pela carne bovina.

As exportações também contribuíram para o desempenho do setor. Junho registrou o maior volume de embarques de carne bovina do ano em Mato Grosso do Sul, reforçando o bom momento da cadeia produtiva.

No mercado de reposição, mesmo com acomodação dos preços em relação ao mês anterior, os animais seguem mais valorizados do que há um ano. O quilo do bezerro acumula alta de 16%, enquanto a bezerra registra valorização de 19% em comparação com junho de 2025. Garrote, boi magro, novilha e vaca magra também apresentaram aumento nos preços.

De acordo com a análise do boletim, a melhora na relação de troca entre o boi gordo e o bezerro estimulou a reposição dos rebanhos, sustentando a demanda pelos animais. Além disso, a oferta reduzida de bezerros no Estado mantém os preços em níveis historicamente elevados, com ganhos superiores à inflação nos últimos 12 meses.

Já a arroba do boi gordo recuou 2% em junho na comparação com maio. Apesar da queda, o preço médio permaneceu 10% acima do registrado no mesmo mês de 2025 e segue entre os maiores valores nominais da série histórica de Mato Grosso do Sul. Entre os fatores que pressionaram as cotações estão questões ligadas ao mercado internacional, como a proximidade do preenchimento da cota tarifária chinesa.

Outro indicador acompanhado pelo SIGABOV mostra que a escala de abate permaneceu relativamente curta durante junho, condição que continua influenciando a formação dos preços pagos aos pecuaristas.

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