Pesquisa revela que viver com dignidade em Campo Grande custa cerca de R$ 4 mil por mês

Redação 03/08/2026
Um levantamento do Anker Research Institute (ARI), em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), aponta que uma pessoa precisa receber cerca de R$ 4 mil por mês para manter uma vida simples, porém digna, em Campo Grande. Para uma família composta por quatro pessoas, a renda necessária sobe para R$ 6.181 mensais.
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O estudo divide Mato Grosso do Sul em três macrorregiões. A primeira (MS01) engloba os Pantanais; a segunda (MS02) reúne as regiões centro-norte, leste e sudoeste; e a terceira (MS03) corresponde exclusivamente à Capital.
Segundo o levantamento, o custo de vida em Campo Grande é significativamente maior que nas demais regiões do Estado. Enquanto na Capital o salário digno individual foi estimado em cerca de R$ 4 mil, no Pantanal o valor é de R$ 2.808, e nas regiões centro-norte, leste e sudoeste, de R$ 3.162.
Para famílias de quatro pessoas, a renda mensal considerada suficiente é de R$ 6.181 em Campo Grande, R$ 4.937 nas regiões centro-norte, leste e sudoeste e R$ 4.435 na região dos Pantanais.
A pesquisa também mostra a distribuição da população sul-mato-grossense. A macrorregião MS02 concentra 58,6% dos moradores do Estado, enquanto Campo Grande reúne 32,9% da população e os Pantanais representam 8,5%.
O cálculo do chamado “salário digno” leva em consideração despesas essenciais, como alimentação, moradia, transporte, saúde, educação, cultura e outros custos básicos, além de prever uma reserva de 5% da renda para situações de emergência. A metodologia também considera a quantidade média de trabalhadores em tempo integral por família e os descontos obrigatórios.
Os dados são referentes a junho de 2025 e foram elaborados com base na Metodologia Anker®, utilizando informações de pesquisas domiciliares do IBGE e outras bases de dados nacionais.
De acordo com o diretor da iniciativa ARI-Cebrap, Ian Prates, as diferenças entre as regiões demonstram que um único valor nacional não representa o custo real de vida em todo o país. Para ele, o levantamento oferece uma referência mais adequada para orientar debates sobre remuneração, negociações trabalhistas e formulação de políticas públicas, levando em conta as características econômicas de cada localidade.


