Bebê de 28 dias pode ter sido entregue para quitar dívida do pai com facção em Campo Grande


Redação 07/08/2026

A Polícia Civil investiga o desaparecimento de uma bebê de apenas 28 dias em Campo Grande e apura a suspeita de que a recém-nascida tenha sido entregue a terceiros como forma de pagamento de uma dívida atribuída ao pai da criança, que seria ligado a uma facção criminosa.

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A investigação ganhou uma nova direção nesta sexta-feira (7), depois que a mãe da bebê, de 17 anos, e a irmã dela mudaram a versão apresentada inicialmente às autoridades. As adolescentes admitiram que o suposto sequestro relatado no primeiro momento não aconteceu.

Inicialmente, as jovens afirmaram que haviam ido até uma residência no Bairro Universitário após entrarem em contato pela internet com uma mulher. Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, elas teriam sido ameaçadas e mantidas no imóvel contra a vontade.

As adolescentes chegaram a afirmar que havia cerca de 10 homens na residência, além da mulher com quem mantinham contato. A mãe da recém-nascida relatou ainda que teria sido pressionada a entregar a filha e ameaçada caso se recusasse.

O caso chegou a ser tratado como possível sequestro e cárcere privado. A Polícia Militar realizou buscas no endereço informado e nas proximidades, mas as circunstâncias narradas não foram confirmadas. Durante as diligências, as próprias adolescentes não conseguiram reconhecer alguns dos locais que haviam indicado.

Segundo o relato inicial, as duas permaneceram no imóvel durante algumas horas e foram deixadas por volta da 1h da madrugada em uma região próxima à UPA Universitário, na Avenida Guaicurus. A bebê, entretanto, não estava com elas.

O contato com a mulher teria começado em um grupo de WhatsApp destinado à venda de roupas infantis. A suspeita teria oferecido R$ 100 por dia para que a adolescente cuidasse de uma criança. A jovem foi até o endereço acompanhada da irmã.

Com o avanço das investigações e das oitivas, porém, a história apresentada inicialmente foi modificada. As irmãs afirmaram que não houve sequestro e disseram que a bebê teria sido entregue a outra pessoa em razão de uma dívida atribuída ao pai da criança.

A Polícia Civil agora trabalha para localizar a recém-nascida, identificar quem teria recebido a criança, descobrir quem participou da suposta entrega e esclarecer a origem e a relação da dívida mencionada.

Outro fato que chamou a atenção dos investigadores é que, segundo as informações levantadas até o momento, a bebê ainda não teria registro de nascimento nem CPF.

O caso é investigado pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), que busca esclarecer todas as circunstâncias do desaparecimento e definir a responsabilidade de cada pessoa envolvida.

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