Campo Grande cresce para as bordas e vê Centro perder moradores em 12 anos


Redação 27/08/2026

Campo Grande passou por uma mudança significativa na distribuição de sua população nos últimos anos. Enquanto bairros mais afastados registraram forte crescimento, a área central perdeu moradores entre 2010 e 2022. Os dados fazem parte do Perfil Socioeconômico de 2026 e mostram uma cidade que continua se expandindo para novas regiões.

O maior avanço foi registrado no Caiobá. O bairro saltou de 7.874 moradores em 2010 para 22.062 em 2022, um crescimento de 180,2%. Ao longo de 12 anos, foram 14.188 novos habitantes.

Outro destaque é a Nova Campo Grande, que passou de 10.161 para 20.950 moradores, mais que dobrando sua população, com alta de 106,2%. Rita Vieira e Noroeste também apresentaram crescimento expressivo, de 74% e 72,9%, respectivamente.

No Centro Oeste, o número de moradores chegou a 37.671, após um aumento de 51,8%. Já o Nasser cresceu 30% e alcançou 33.403 habitantes.

A realidade é diferente na região central. O próprio bairro Centro perdeu 2.502 moradores no período analisado, passando de 11.509 para 9.007 habitantes. Isso representa uma redução de 21,7%.

Considerando as regiões urbanas como um todo, a Região Urbana do Centro foi a única das sete áreas de Campo Grande que apresentou queda populacional. A quantidade de moradores caiu de 71.037 para 61.653, retração de 13,2%.

Nas demais regiões, a população aumentou. O Anhanduizinho permanece como a área mais populosa da Capital, com 218.585 habitantes. Depois aparecem Bandeira, com 136.691; Lagoa, com 134.964; Segredo, com 128.312; Imbirussu, com 108.031; e Prosa, com 95.589.

O cenário reforça uma tendência de expansão da cidade para áreas mais distantes do Centro. Com mais moradores nesses bairros, cresce também a necessidade de ampliar a oferta de transporte público, escolas, unidades de saúde, saneamento, pavimentação e outros serviços.

Menos alvarás para novas construções

Apesar do avanço populacional registrado na última década, os números mais recentes apontam uma redução no ritmo das novas construções em Campo Grande.

Em 2025, foram emitidos 832 alvarás de construção no município. No ano anterior, foram 1.130 autorizações. A diferença representa uma queda de 26,4%.

Os dados mostram, portanto, dois movimentos simultâneos: a população continua se concentrando em bairros que ficam mais distantes do Centro, enquanto o ritmo de novas autorizações para construção diminuiu. O cenário deve ser acompanhado de perto pelo planejamento urbano, principalmente diante do aumento da demanda por infraestrutura nas regiões que mais crescem.

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