Bancários da Caixa decidem cruzar os braços em Campo Grande a partir desta quinta-feira

Redação 08/09/2026
Os empregados da Caixa Econômica Federal que integram a base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada após uma assembleia geral extraordinária realizada de forma virtual nos dias 3 e 4 de setembro.
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A proposta apresentada pela Caixa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi rejeitada por 87,59% dos trabalhadores que participaram da votação. Com o resultado, os bancários decidiram pela retomada das negociações ou pela paralisação das atividades.
Durante a assembleia, também foram avaliados acordos envolvendo outras instituições financeiras. A proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancos privados recebeu 72,12% de aprovação. No caso do BRB, o acordo foi aprovado por unanimidade. Já o ACT do Banco do Brasil teve aprovação de 51,72% dos participantes.
Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Maria Rodrigues, o resultado demonstra a participação da categoria nas decisões relacionadas às condições de trabalho.
Com a confirmação da greve, o sindicato convocou os funcionários da Caixa para uma reunião nesta quarta-feira (9), às 18h, na sede da entidade. O encontro terá como objetivo definir a organização da paralisação e orientar os trabalhadores sobre o movimento.
O aviso oficial da greve foi publicado no dia 4 de setembro. Conforme o documento, a paralisação será por prazo indeterminado e segue os procedimentos estabelecidos pela Lei Federal nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve.
Sindicato aponta reivindicações da categoria
Procurado para esclarecer os possíveis impactos da paralisação no atendimento ao público e os serviços que poderão ser afetados, o Sindicato dos Bancários informou que a greve começa nesta quinta-feira (10) e envolve os empregados da Caixa em sua base territorial.
Segundo a entidade, a decisão ocorreu principalmente porque a proposta apresentada pelo banco não contemplaria as reivindicações consideradas prioritárias pelos trabalhadores.
Na avaliação do sindicato, entre os principais pontos de discordância estão as questões econômicas e as condições de trabalho. A categoria reivindicava a reposição da inflação acrescida de 5% de ganho real, enquanto a proposta apresentada pelos bancos previa 0,60% de ganho real.
O sindicato também citou mudanças relacionadas ao Saúde Caixa, especialmente no modelo de custeio e na coparticipação, que, segundo a entidade, poderiam aumentar os gastos tanto dos empregados da ativa quanto dos aposentados.
Caixa diz que negociações continuam
Em posicionamento enviado à reportagem, a Caixa Econômica Federal afirmou que mantém as negociações com as entidades que representam seus empregados.
O banco declarou que continua buscando uma solução para a renovação do ACT e da Convenção Coletiva de Trabalho, destacando a intenção de valorizar os funcionários, manter a sustentabilidade da instituição e garantir a continuidade dos serviços oferecidos à população.
Até o momento, a paralisação está prevista para começar nesta quinta-feira (10), sem prazo definido para encerramento.


