Bebês a partir de 6 semanas poderão receber vacina contra meningite


Redação 08/09/2026

A vacinação contra alguns dos principais tipos de meningite ganhou uma nova possibilidade no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira (8) o uso da MenQuadfi em bebês a partir de 6 semanas de idade.

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O imunizante é aplicado por via intramuscular e oferece proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis, responsável por infecções meningocócicas que podem se tornar graves. Antes da decisão, a vacina tinha indicação somente para pessoas a partir de 12 meses.

A ampliação da faixa etária foi aprovada por meio da Resolução nº 3.448/2026. Com a mudança, a imunização poderá começar ainda nos primeiros meses de vida, justamente em uma fase de maior vulnerabilidade das crianças às formas mais graves da doença.

Avaliação envolveu milhares de crianças

Para analisar a segurança e os dados relacionados ao uso da vacina em menores de 1 ano, a Anvisa considerou estudos com 6.060 crianças entre 6 semanas e menos de 12 meses. Elas receberam pelo menos uma dose, seguindo diferentes esquemas de vacinação, com uma, duas ou três aplicações.

Também foram analisados dados de 5.373 participantes que receberam uma dose de reforço depois dos 12 meses de idade. No total, os estudos utilizados na avaliação reuniram mais de 11 mil crianças.

Segundo a agência reguladora, não foram identificados novos problemas importantes relacionados à segurança da MenQuadfi. Os resultados observados permaneceram de acordo com o perfil esperado para vacinas meningocócicas conjugadas.

Infecção pode ter evolução rápida

A doença meningocócica invasiva acontece quando a Neisseria meningitidis consegue ultrapassar as vias respiratórias e atingir outras regiões do organismo. A bactéria pode estar presente no nariz e na garganta sem causar sintomas.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas eliminadas durante a respiração, fala, tosse e espirros.

Nos casos em que a infecção se torna invasiva, a evolução pode ser rápida e grave. De acordo com a Anvisa, a doença apresenta mortalidade de aproximadamente 10%, mesmo quando o paciente recebe tratamento adequado. Entre aqueles que sobrevivem, até 20% podem desenvolver sequelas permanentes.

A nova autorização amplia, portanto, a possibilidade de proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y já nas primeiras semanas de vida.

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