Moradores seguem sem energia dias após temporal e relatam prejuízos em Campo Grande

Redação 13/09/2026
Moradores de diferentes bairros de Campo Grande continuam enfrentando problemas com o fornecimento de energia elétrica neste domingo (13), três dias após o temporal que atingiu a Capital. Há relatos de famílias que estão há quatro dias sem luz, além de prejuízos causados pela perda de alimentos, dificuldades para entrar e sair de casa e problemas envolvendo idosos, medicamentos e equipamentos de saúde.
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Na Vila Nasser, Paulo Sérgio afirma que precisou retirar a sogra da residência porque a falta de energia comprometeu o uso de aparelhos necessários para os cuidados com a saúde da idosa.
Segundo ele, o imóvel está sem eletricidade desde quinta-feira (10). Ao entrar em contato com a concessionária, recebeu a informação de que a região da Avenida Tamandaré estaria entre as áreas prioritárias para atendimento devido ao intenso fluxo de veículos.
“Tivemos que tirar minha sogra daqui porque estamos sem energia desde quinta-feira e até agora nada. Liguei e eles falaram que, por enquanto, a prioridade era a [Avenida] Tamandaré, porque lá tem mais fluxo de carros”, afirma.
Paulo também demonstra preocupação com um cabo de energia que, segundo ele, permanece caído próximo à residência. O morador teme que o equipamento ofereça risco, principalmente para crianças.
“Tem cabo de energia caído no chão e está muito perigoso. Alguma criança pode encostar”, alerta.
Falta de energia preocupa famílias com medicamentos e equipamentos de saúde
No Jardim das Virtudes, outro morador relata que a interrupção do fornecimento trouxe problemas ainda mais graves. Ele afirma ter medicamentos de uso contínuo que precisam ser armazenados sob refrigeração e também utiliza um aparelho para auxiliar a respiração durante o sono, devido a um quadro de apneia severa.
Para manter o equipamento funcionando, ele chegou a alugar um gerador. Mesmo assim, segundo o morador, o aparelho acabou ficando sem energia.
Além dos medicamentos, a família perdeu alimentos armazenados na geladeira.
“Tenho criança pequena, sou portador de uma enfermidade degenerativa, faço uso de imunossupressor de alto custo que tem que se manter refrigerado. Quase perdi o medicamento; tive que deixá-lo na minha sogra e perdi tudo o que tinha na geladeira”, relata.
O morador diz ainda que tentou buscar atendimento junto à concessionária por diferentes canais, mas não conseguiu solucionar o problema.
“Já fiz vários pedidos via WhatsApp e nada de ser atendido. Quando ligo, chega a hora de ser atendido e a ligação cai”, afirma.
Portão sem funcionar obriga moradora a deixar carro na rua
Ainda no Jardim das Virtudes, Alessanara Soares, de 33 anos, conta que está há três dias sem energia. De acordo com ela, o fornecimento foi interrompido por volta das 17h30 de quinta-feira (10).
A falta de eletricidade provocou a perda de alimentos perecíveis, como carnes, leite e derivados. Outro problema enfrentado pela família é o portão elétrico da residência, que não pode ser acionado sem energia.
Com isso, Alessanara afirma que passou a deixar o carro estacionado na rua, aumentando a sensação de insegurança.
“Isso está afetando minha rotina e a da minha família. Houve perda de alimentos perecíveis devido à impossibilidade de manter a geladeira. Tenho uma criança em casa e estou sendo obrigada a deixar meu carro na rua, o que gera insegurança e noites mal dormidas”, conta.
Vizinhança também reclama de falta de atendimento
No Jardim Sayonara, uma moradora afirma enfrentar o terceiro dia consecutivo sem energia elétrica. Segundo ela, diversos alimentos armazenados na geladeira já estragaram.
A situação, conforme o relato, também afeta outros moradores do bairro, que estariam preocupados com a demora no restabelecimento do serviço.
“A situação está precária. As TVs não ligam, as coisas da geladeira estragaram e não sabemos o que fazer. A vizinhança toda está preocupada. Eles vieram, olharam e não fizeram nada”, relata.
Comerciantes também contabilizam perdas
No Aero Rancho, os impactos da falta de energia também chegaram aos estabelecimentos comerciais. Um morador relata que diversos comerciantes precisaram interromper as atividades porque não conseguem trabalhar sem eletricidade.
Além do faturamento perdido durante os dias de paralisação, os estabelecimentos também enfrentam prejuízos com alimentos e outras mercadorias que precisam ser mantidos sob refrigeração.
Segundo o relato, alguns comerciantes já tiveram que comprar novamente produtos que estragaram durante o período sem fornecimento de energia.


