Greve na Caixa continua por tempo indeterminado após maioria rejeitar nova proposta

Redação 21/09/2026
A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado na base do SEEBCG-MS (Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região) após a categoria rejeitar a nova proposta de reajuste salarial e benefícios apresentada pelo banco. A votação foi realizada virtualmente nesta segunda-feira (21).
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Segundo o sindicato, 52,95% dos empregados que participaram da votação rejeitaram a proposta, enquanto 45,62% foram favoráveis e 1,43% se abstiveram.
Em Mato Grosso do Sul, cerca de 40 agências da Caixa estão com o atendimento presencial afetado pela paralisação.
De acordo com a presidente do SEEBCG-MS, Neide Rodrigues, a decisão mantém a greve iniciada em 10 de setembro na base de Campo Grande e região.
“Em assembleia virtual nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, os empregados e as empregadas da Caixa, lotados na base do Sindicato, rejeitaram a nova proposta do banco público para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo. Com isso, a greve iniciada em 10 de setembro está mantida por tempo indeterminado na base de Campo Grande e região”, informou o sindicato.
Greve chega ao 12º dia em MS
A paralisação chega ao 12º dia nesta segunda-feira (21) e segue sem previsão de encerramento na base sindical de Campo Grande e região.
Na sexta-feira (18), o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região realizou uma plenária virtual para apresentar os termos da proposta da Caixa e discutir os próximos passos do movimento. A votação desta segunda-feira ocorreu das 11h às 18h, no horário de Brasília, por meio de plataforma eletrônica.
Saúde Caixa está entre os principais pontos
Um dos principais pontos da negociação é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Pela nova proposta, o limite de participação da Caixa no custeio do plano aumentaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.
O modelo solidário, sem cobrança diferenciada por faixa etária, seria mantido. Em 2026, não haveria reajuste nas mensalidades, e a Caixa assumiria o déficit do plano.
A partir de 2027, a contribuição do titular seria de 3,7% da remuneração-base. Para dependentes diretos, a mensalidade prevista é de R$ 560. Já para dependentes indiretos, os valores seriam de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e seus dependentes diretos, seria de 9%.
A proposta também prevê pelo menos um empregado em cada Repes (Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas) dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa. A instituição ainda deverá criar, em até 60 dias, um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
Caixa propõe mudanças na remuneração
A nova proposta também altera regras do programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a premiação inicial por habilitação passaria de 25% para 50%.
Em relação ao PFG (Plano de Funções Gratificadas), a Caixa se comprometeu a criar espaços de discussão com os empregados, incluindo um grupo paritário para tratar do plano.
O banco manteve ainda a proposta de pagamento de R$ 3 mil por empregado pelo resultado do IEO (Índice de Eficiência Operacional) de 2026, já alcançado em junho.


