Dólar sobe 0,89% e fecha a R$ 5,22 com alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

Redação 01/10/2026
O dólar comercial terminou esta quinta-feira (1º) em alta de 0,89%, negociado a R$ 5,2202. O movimento foi influenciado pela elevação dos preços do petróleo no mercado internacional e pelas incertezas em relação às próximas decisões sobre a taxa de juros dos Estados Unidos.
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No câmbio turístico, a moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,426. Considerando os resultados recentes, o dólar acumula valorização de 0,76% na semana e de 0,89% em outubro. Apesar disso, a cotação ainda apresenta recuo de 4,89% no acumulado de 2026.
O mercado acionário brasileiro também registrou resultado positivo. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores do Brasil, subiu 0,46% e fechou aos 187.197 pontos. A alta foi sustentada principalmente pelo desempenho das ações da Petrobras, que se beneficiaram da valorização do petróleo. Na semana, o índice acumula avanço de 2,03%, enquanto os ganhos chegam a 0,46% no mês e a 16,18% no ano.
Dados de inflação americana entram no radar
Os investidores também acompanharam a divulgação de novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos. O índice de preços de gastos com consumo pessoal, conhecido como PCE, é um dos indicadores utilizados pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano, para orientar suas decisões sobre a política monetária.
Em agosto, o indicador apresentou aumento de 3,4% em 12 meses, abaixo da previsão de 3,7% feita pelo mercado. Na comparação mensal, a alta foi de 0,3%, enquanto a expectativa era de 0,4%.
Os números abaixo das projeções reduziram parte das apostas em um novo aumento dos juros americanos já em outubro. As decisões do Fed são acompanhadas de perto pelos mercados internacionais, pois influenciam os investimentos, o fluxo de capitais e as cotações das moedas.
Conflitos no Estreito de Ormuz elevam preço do petróleo
Outro fator que movimentou os mercados foi a alta do petróleo, impulsionada por relatos de novos ataques contra embarcações petroleiras no Estreito de Ormuz. A região é considerada estratégica para o comércio mundial de energia, e qualquer ameaça à circulação de navios aumenta as preocupações com a oferta da commodity.
No fim da tarde, o barril do Brent, referência internacional, registrava valorização de 4,55%, alcançando US$ 102,58. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 2,81%, cotado a US$ 93,23.
A elevação dos preços favoreceu as ações da Petrobras e contribuiu para o resultado positivo da Bolsa brasileira. No mercado cambial, por sua vez, os investidores mantiveram a cautela diante das tensões geopolíticas e das perspectivas para os juros americanos.


