Alir Terra recebe alta hospitalar e retorna ao Presídio Militar em Campo Grande

Redação 15/10/2026
A ex-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, de 71 anos, recebeu alta de um hospital particular após ser atendida por uma crise de ansiedade e retornou ao Presídio Militar. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Murilo Marques.
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Ré em processo que investiga supostos desvios milionários na Santa Casa durante sua gestão, Alir aguarda a análise de um novo pedido de liberdade ou de prisão domiciliar humanitária. Segundo a defesa, ela precisou de dois atendimentos de urgência em um intervalo de três dias, argumento apresentado para tentar obter a mudança no regime de prisão.
No pedido, o advogado também cita o caso do ex-diretor financeiro do hospital, Rinaldo Romano, que conseguiu o benefício da prisão domiciliar por questões de saúde.
Alir passou mal no domingo e foi internada em um hospital particular de Campo Grande. Conforme a defesa, os médicos identificaram um quadro de ansiedade generalizada, acompanhado de hipertensão e vômitos.
Renúncia após prisão
Alir assinou a carta de renúncia à presidência da Santa Casa em 15 de setembro, quatro dias após ser presa durante uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção na instituição. A saída provocou mudanças na administração até que o conselho administrativo escolhesse um novo presidente.
No documento, obtido em primeira mão pelo Jornal Midiamax, ela justificou que o afastamento permitiria o funcionamento pleno da gestão diante de sua situação judicial.
Além de renunciar à presidência, Alir abriu mão do cargo de conselheira, mas informou que permaneceria associada ao hospital. A carta foi encerrada com a frase: “Que o doente, na Santa Casa, jamais seja visto como objeto de lucro”.
Operação investiga contratos e repasses
No dia 11 de setembro, o Gecoc e o Gaeco prenderam Alir e outros integrantes da antiga cúpula da Santa Casa durante a Operação Antidotum. Entre os alvos estavam os ex-diretores Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, Rinaldo Hakme Romano e Alessandro Dias Junqueira, além de Monique Gregório de Oliveira, coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística.
A investigação apura possíveis irregularidades na contratação e na execução de um contrato entre a Santa Casa e a empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda. O acordo previa a digitalização e a reorganização de prontuários médicos e documentos administrativos.
Segundo a acusação, a contratação teria sido aprovada de maneira direcionada e sem o quórum necessário. As apurações também apontam que os pagamentos à empresa seriam priorizados mesmo sem a comprovação da execução dos serviços contratados.


