Médico não aparece: Paciente viaja de madrugada de Miranda e tem consulta cancelada no CEM

Redação 15/10/2026
Moradora percorreu mais de duas horas de viagem e só foi informada da ausência do médico ao chegar à unidade; outros 50 pacientes também ficaram sem atendimento.
A falta de aviso sobre o cancelamento de consultas no CEM (Centro de Especialidades Municipal) gerou indignação entre pacientes na manhã desta quinta-feira (15), em Campo Grande.
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Entre as pessoas prejudicadas está Maria Rita Carvalho Pereira, de 41 anos, que saiu de Miranda durante a madrugada para uma consulta com um angiologista, mas descobriu ao chegar à unidade que o atendimento não seria realizado.
Segundo Maria Rita, por morar no município do interior, ela precisou acordar à 1h da manhã para pegar o transporte público. Depois de aproximadamente duas horas e meia de viagem e de esperar pela abertura do centro de especialidades, recebeu a informação de que o médico responsável não havia comparecido ao trabalho.
A paciente contou que só soube do cancelamento ao procurar a recepção e que a consulta foi remarcada para o dia 21. A situação provocou revolta, principalmente pela falta de comunicação prévia, que poderia ter evitado o deslocamento.
“Na recepção, simplesmente me falaram que o angiologista não pôde vir, e a minha consulta apenas foi remarcada para o dia 21. Por que eles não avisam a gente? Eu vim de longe, estou acordada desde às 1h da manhã”, relatou.
Maria Rita também criticou a ausência de informações sobre a realização dos atendimentos agendados. Para ela, a falta de aviso faz com que os pacientes enfrentem longas viagens e gastos desnecessários, sem a garantia de que serão atendidos.
Mais de 50 pacientes também foram afetados
O caso de Maria Rita não foi isolado. Na mesma manhã, mais de 50 pacientes teriam sido informados de que não poderiam realizar os exames e atendimentos previstos devido a problemas em um equipamento de eletrocardiograma.
Conforme os relatos, o aparelho apresentou uma falha, e a unidade não dispunha de técnicos para realizar o conserto. Com isso, os pacientes só descobriram que os procedimentos estavam suspensos ao chegar ao CEM.
Ainda segundo as pessoas afetadas, não houve confirmação de uma nova data para a realização dos exames, deixando os pacientes sem previsão de quando receberiam informações sobre a retomada dos atendimentos.
O episódio levanta questionamentos sobre a comunicação com os usuários do sistema público de saúde e os procedimentos adotados pela unidade diante de imprevistos que comprometem consultas e exames previamente agendados.


