Vereador critica multas a motoristas de aplicativo no aeroporto de Campo Grande


Redação 16/10/2026

O vereador André Salineiro (PL) questionou a aplicação de multas a motoristas de aplicativo no Aeroporto Internacional de Campo Grande e defendeu a criação de um espaço específico para embarque e desembarque de passageiros por esses profissionais.

✅ Siga no Instagram @portaldenoticiasms

Durante sessão ordinária da Câmara Municipal, nesta terça-feira (8), o parlamentar afirmou ter recebido reclamações de motoristas que enfrentam dificuldades para atender passageiros no terminal. Como exemplo, citou o caso de uma profissional que teria sido multada em R$ 130 após realizar um embarque no local.

“Recebi várias denúncias de motoristas de aplicativos do nosso município, dizendo que no aeroporto de Campo Grande não estão conseguindo embarcar ou desembarcar passageiros”, declarou.

Segundo Salineiro, uma empresa possui autorização específica para operar o transporte de passageiros no aeroporto, mas as regras atuais estariam prejudicando os trabalhadores que atuam por meio de plataformas digitais.

O vereador sugeriu a criação de uma área destinada aos motoristas que não estão vinculados à empresa autorizada. Para defender a proposta, mencionou como referência os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo.

“Não é justo que toda a categoria seja prejudicada”, afirmou.

Multa de R$ 130

Ao abordar o assunto, Salineiro relatou que uma motorista de aplicativo teria recebido uma autuação no dia 31 de agosto, após embarcar um passageiro na área destinada a essa finalidade no aeroporto.

Para o parlamentar, o episódio evidencia as dificuldades enfrentadas pelos profissionais que dependem do transporte por aplicativo como fonte de renda.

A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a fiscalização de trânsito em Campo Grande e às denúncias relacionadas à chamada “indústria da multa”, tema que já motivou investigações e manifestações do Ministério Público Estadual.

Ministério Público apura possíveis irregularidades

Mais recentemente, um procedimento administrativo instaurado pela 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos de Campo Grande passou a investigar possíveis irregularidades envolvendo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e a Prefeitura.

A apuração busca verificar problemas na emissão de autos de infração e na análise e no julgamento de recursos apresentados pelos motoristas. Conforme as informações divulgadas, o caso está previsto para análise pelo Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em sessão virtual a partir de 14 de setembro.

Outro ponto que entrou no debate foi a contratação de uma empresa pela Prefeitura para imprimir notificações de trânsito, cartas-resposta e relatórios. O contrato, homologado em julho, tem valor de R$ 367.926,82 e foi solicitado pela Gerência de Fiscalização e Controle de Multas da Agetran.

Compartilhe