Estudo científico de 1960 previu o fim da humanidade para novembro de 2026


Redação 20/10/2026

Uma previsão publicada em 1960 na revista científica Science voltou a chamar a atenção por apontar uma data específica para um possível colapso da humanidade: 13 de novembro de 2026.

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O estudo foi elaborado pelo físico Heinz von Foerster, em colaboração com Patricia Mora e Lawrence Amiot, e relacionava o crescimento acelerado da população mundial a um cenário de sobrecarga dos recursos do planeta.

Os pesquisadores analisaram estimativas populacionais de diferentes períodos históricos e utilizaram modelos matemáticos para projetar a evolução demográfica.

A partir dessa análise, calcularam que a população tenderia ao infinito em novembro de 2026, caso o ritmo de crescimento observado continuasse sem mudanças.

Segundo os autores, o avanço tecnológico e o desenvolvimento das sociedades permitiam aos seres humanos ampliar a produção de alimentos e melhorar as condições de sobrevivência, adiando os limites naturais que afetam outras espécies.

Na avaliação da equipe, porém, esse processo poderia levar a uma concentração populacional insustentável. O artigo sintetizou o alerta com uma frase impactante: “Nossos trinetos não morrerão de fome. Morrerão esmagados”.

Como resposta ao problema, os cientistas defenderam medidas capazes de equilibrar as taxas de natalidade e mortalidade. A publicação repercutiu internacionalmente, sendo mencionada por veículos como a Time e o The New York Times, embora também tenha provocado críticas e questionamentos entre especialistas.

Nas décadas seguintes, o estudo permaneceu presente nos debates sobre superpopulação e disponibilidade de recursos naturais. Entretanto, a evolução dos padrões demográficos revelou um cenário mais complexo do que o previsto.

Desde o final do século XX, a redução das taxas de fecundidade em diversas regiões passou a modificar as projeções populacionais, enquanto vários países começaram a enfrentar o envelhecimento da população e a diminuição do número de nascimentos.

Apesar da data exata indicada no artigo, a previsão não deve ser interpretada como uma profecia científica sobre o desaparecimento da humanidade. O cálculo representava uma extrapolação matemática baseada nas tendências demográficas disponíveis na época, e não uma previsão literal de que o mundo acabaria em 2026.

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