Dólar fecha em queda pelo terceiro dia seguido e encerra sessão cotado a R$ 5,0189

Redação 20/10/2026
O dólar comercial fechou em baixa pelo terceiro pregão consecutivo nesta terça-feira (20), cotado a R$ 5,0189, após recuar 0,58%. O movimento foi influenciado pela desvalorização da moeda norte-americana no mercado internacional, pelo maior apetite dos investidores por ativos de risco e pelas novas pesquisas eleitorais que apontam vantagem numérica de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.
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Durante a sessão, a moeda chegou a registrar mínima de R$ 5,0053, aproximando-se da marca de R$ 5,00. Com o resultado, o dólar acumula queda de 3,02% em outubro e desvalorização de 8,56% no ano. O real também esteve entre as cinco moedas mais líquidas com melhor desempenho no mercado internacional.
No cenário doméstico, operadores relataram maior entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira e redução parcial de posições defensivas no mercado cambial. Entre investidores, uma eventual vitória da oposição é associada à possibilidade de mudanças na condução da política fiscal, o que poderia diminuir os prêmios de risco dos ativos brasileiros.
As pesquisas divulgadas nesta terça-feira reforçaram esse cenário. Levantamento da Real Time Big Data mostrou Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já a pesquisa da Alfa Inteligência apontou 48,8% para o candidato do PL e 45,9% para o petista. Os resultados, porém, ainda indicam disputa apertada, e um novo levantamento da Quaest está previsto para quarta-feira (21).
Para Chris Turner, chefe de estratégia global de mercados e câmbio do banco ING, parte dos investidores acredita que as pesquisas estejam indicando uma disputa mais equilibrada do que ela realmente seria. Segundo o estrategista, a expectativa de que Flávio Bolsonaro possa conquistar votos de candidatos que ficaram fora da disputa também influencia as apostas do mercado.
Turner avalia que esse cenário poderia levar o dólar a abrir em queda, na faixa de R$ 4,85 a R$ 4,90, em uma segunda-feira posterior ao pleito. Por outro lado, uma eventual vitória de Lula poderia provocar uma reação mais intensa de alta da moeda norte-americana.
O analista de câmbio Norman Liebke, do Commerzbank, também considera possível uma queda adicional do dólar caso a oposição vença a eleição. Ele pondera, entretanto, que a continuidade da valorização do real dependerá das propostas fiscais apresentadas por Flávio Bolsonaro e da capacidade de colocá-las em prática. Dificuldades na implementação dessas medidas poderiam reverter o movimento positivo dos ativos brasileiros.
No exterior, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de seis moedas fortes, recuava 0,26%, aos 101,711 pontos, por volta das 17h. A pressão sobre a moeda foi associada a dados fracos do mercado imobiliário norte-americano e à expectativa de que o Federal Reserve mantenha os juros sem elevação neste mês.
Os títulos de longo prazo do Tesouro dos Estados Unidos também registraram queda nas taxas. No mercado de petróleo, o alívio nos preços ocorreu em meio a notícias sobre avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O contrato futuro do Brent para dezembro encerrou o dia em baixa de 0,69%, negociado a US$ 108,79 por barril.



