Amigo contesta versão de briga por muro em assassinato de mecânico em Campo Grande


Redação 21/10/2026

A hipótese de que uma disputa por causa de um muro tenha motivado o assassinato do mecânico Aristóteles Onassis Tufaile, em Campo Grande, é questionada por um amigo próximo da vítima. Em entrevista com o Portal de Notícias MS o amigo afirmou que a obra já estava em andamento havia mais de um ano e que faltavam apenas alguns detalhes no acabamento.

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Segundo o entrevistado, a construção estava praticamente concluída, restando apenas uma parte do reboco. Para ele, a situação não seria suficiente para justificar um desfecho tão violento, embora não descarte a possibilidade de desentendimentos entre os vizinhos.

O amigo também relatou que Manoel Paulo Cardoso, apontado como suspeito do crime, teria voltado a morar no imóvel há aproximadamente três meses.

Suspeito apresentou outra versão

De acordo com o registro policial, Manoel confessou ter efetuado os disparos. Aos policiais, ele alegou que teria sido ofendido e atacado com pedras e pedaços de madeira pelas vítimas, afirmando que temeu pela própria segurança.

O suspeito relacionou o episódio a conflitos entre vizinhos. A versão, porém, é contestada pelo amigo do mecânico, que questiona se a discussão envolvendo o muro seria suficiente para explicar a violência registrada.

Como aconteceu o crime

Aristóteles foi morto a tiros na noite de terça-feira (20), na Rua Pará, na Vila São Jorge da Lagoa, em Campo Grande. A Polícia Militar foi acionada após relatos de disparos de arma de fogo e encontrou o mecânico morto no local.

O filho da vítima também foi baleado. Ele recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhado à Santa Casa. Conforme informações repassadas à reportagem, o jovem estaria em coma induzido.

Manoel foi localizado e preso pela Força Tática após deixar o local e se envolver em um acidente de trânsito na Rua Marechal Floriano. Conforme o registro policial, ele admitiu os disparos e atribuiu o episódio a desentendimentos entre vizinhos.

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