Prefeito de Tacuru proíbe servidores de ir a aldeias após áudio sobre envenenar água


Redação 27/10/2026

O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, confirmou que dois servidores municipais participaram de uma conversa gravada em áudio na qual sugerem colocar veneno na água para matar indígenas. Após a repercussão do caso, o chefe do Executivo municipal afirmou que repreendeu os funcionários e proibiu ambos de se deslocarem até as comunidades indígenas do município, localizado no sul de Mato Grosso do Sul.

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Segundo Torquetti, a conversa ocorreu na noite do dia da eleição, por volta das 21h. Ele afirmou que os servidores estavam alcoolizados quando fizeram os comentários.

“Conversei com os dois, os repreendi. Ambos trabalham na cidade e, mesmo assim, estão proibidos de ir até as comunidades indígenas”, declarou o prefeito.

No áudio, os interlocutores demonstram insatisfação com o resultado das urnas e fazem comentários ofensivos contra pessoas que, segundo eles, apoiaram determinado resultado eleitoral. Em um dos trechos, um deles sugere colocar veneno na água e afirma que seria uma forma de matar as pessoas a quem se refere.

A gravação gerou repercussão por envolver declarações que sugerem violência contra comunidades indígenas.

Servidores atuam em secretarias municipais

De acordo com o prefeito, um dos envolvidos trabalha na coleta seletiva da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O outro atua no caminhão-caçamba, vinculado à Secretaria de Infraestrutura.

Torquetti também afirmou ter conversado com integrantes da comunidade indígena para tentar reduzir a tensão após a divulgação do áudio. Em publicações nas redes sociais, o prefeito compartilhou vídeos gravados na Aldeia Sassoró, ao lado de uma pessoa identificada por ele como Zuleine, e ressaltou que divergências políticas não impedem a convivência entre moradores.

O prefeito classificou o episódio como um mal-entendido. Até as informações apresentadas no relato, não há indicação de que tenha sido divulgada uma conclusão oficial sobre eventual investigação ou responsabilização dos envolvidos.

Tacuru possui comunidades indígenas, entre elas as aldeias Sassoró e Jaguapiré. O caso reacende a preocupação com declarações de violência direcionadas a povos indígenas e com a necessidade de apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

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