Dólar cai 0,97%, fecha a R$ 5,35 e chega à mínima de R$ 5,30 após disparada histórica

Redação 27/10/2026
O dólar fechou em queda de 0,97% nesta terça-feira (27), cotado a R$ 5,3506, após disparar 8,21% na sessão anterior, em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O recuo foi atribuído por operadores a um movimento de correção e ajuste de posições no mercado financeiro.
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Na segunda-feira, a moeda americana registrou a maior alta percentual diária desde janeiro de 1999, impulsionada pela surpresa de investidores que apostavam em uma vitória de Flávio Bolsonaro. Com o resultado eleitoral, houve uma reversão dessas posições, contribuindo para a forte valorização do dólar.
Segundo analistas, apesar do recuo desta terça, ainda há preocupação com os rumos da política fiscal no novo mandato de Lula. O mercado aguarda sinais concretos de controle dos gastos públicos e de compromisso com o equilíbrio das contas do governo.
Para Bruno Perottoni, diretor de tesouraria do Braza Bank, os preços dos ativos brasileiros já incorporaram o resultado eleitoral na segunda-feira. Ele avalia que o mercado busca agora uma acomodação, enquanto cobra mudanças na condução fiscal do governo.
Durante o pregão desta terça, o dólar chegou à mínima de R$ 5,3078, pela manhã, mas encerrou acima de R$ 5,35. Mesmo com a alta acumulada de 3,39% em outubro, a moeda ainda registra queda de 2,52% no ano frente ao real.
O analista Michael Pfister, do Commerzbank, considera possível que o movimento de correção continue nos próximos dias. Para o fim do ano, o banco mantém a projeção de dólar a R$ 5,20, condicionada à evolução do cenário econômico e político.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo estuda apresentar um projeto de lei complementar para estabelecer juridicamente o compromisso de buscar o centro da meta de resultado primário. A iniciativa é vista como uma tentativa de reforçar a credibilidade fiscal da gestão.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de seis moedas fortes, subia 0,35% por volta das 17h, aos 102,311 pontos. Investidores também aguardavam a decisão do Federal Reserve sobre os juros americanos, prevista para quarta-feira (28).



