Psicólogo recomenda frase para ajudar a acalmar crianças durante crises de birra


Redação 27/10/2026

Gritar com a criança ou mandar que ela se acalme pode aumentar a frustração durante uma crise de birra. Para o psicólogo infantil Jeffrey Bernstein, com 30 anos de experiência, uma abordagem mais eficaz é reconhecer o sentimento da criança e demonstrar que ela tem apoio para lidar com o que está sentindo.

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Em artigo publicado na revista Psychology Today, o especialista recomenda uma frase simples: “Sei que você está bravo, estou aqui para te ajudar”. A proposta é acolher a emoção sem incentivar comportamentos inadequados.

Segundo Bernstein, quando uma criança está tomada pela raiva, pode ter mais dificuldade para controlar as reações e compreender orientações. Nesse momento, ordens e repreensões tendem a intensificar o conflito, em vez de ajudar a resolver a situação.

Reconhecer o sentimento não significa permitir tudo

Validar as emoções é diferente de aceitar qualquer comportamento. Os pais podem demonstrar compreensão pela raiva ou tristeza da criança e, ao mesmo tempo, estabelecer limites para atitudes como bater, chutar ou gritar com outras pessoas.

A estratégia busca mostrar que sentir raiva é natural, mas que existem maneiras mais adequadas de expressá-la. Ao perceber que está sendo ouvida, a criança pode se sentir mais segura para atravessar o momento de frustração.

Tom de voz e postura também importam

O psicólogo orienta os adultos a se aproximarem da criança, ficarem na altura dos olhos dela e falarem com voz baixa e pausada. Gritar a frase, mesmo usando palavras acolhedoras, pode transmitir uma mensagem contrária à pretendida.

Depois de falar, a recomendação é dar espaço para que a criança processe a mensagem, sem exigir uma resposta imediata. O objetivo não é interromper o choro à força, mas ajudar a reduzir a tensão.

Conversa deve acontecer depois da crise

Quando a criança estiver mais tranquila, os pais podem conversar sobre o que aconteceu e explicar outras formas de lidar com a frustração. Esse momento permite estabelecer limites e ensinar maneiras de expressar sentimentos sem agressividade.

A abordagem proposta por Bernstein não garante que uma birra termine rapidamente. A ideia é construir um ambiente de segurança emocional, no qual a criança consiga aprender gradualmente a reconhecer e regular as próprias emoções.

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