TCE-MS desenvolve 36 projetos de inteligência artificial para modernizar fiscalização e serviços


Redação 03/11/2026

Tribunal já concluiu cinco iniciativas, mantém 14 em andamento e prevê outras 17 para 2027

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) identificou 36 projetos de inteligência artificial (IA) destinados a modernizar os processos internos, agilizar a análise de documentos e fortalecer a fiscalização dos recursos públicos. Desse total, cinco iniciativas já foram concluídas, 14 estão em desenvolvimento e outras 17 estão previstas para 2027.

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Os resultados foram apresentados aos conselheiros pelo Comitê de Inteligência Artificial da instituição, após dois anos de estudos, planejamento e levantamento das necessidades dos diferentes setores do Tribunal.

A reunião marcou o encerramento da fase de organização dos projetos e o início de uma nova etapa, concentrada na implementação das ferramentas tecnológicas.

O trabalho foi coordenado pelo conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira, com participação do procurador de contas Joder Bessa e Silva, subcoordenador do Comitê, e do diretor de Tecnologia da Informação, José Augusto Ferreira.

Também participaram da apresentação o presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, os conselheiros Waldir Neves e Sérgio de Paula, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, João Antônio de Oliveira Martins Júnior, além de diretores e representantes de diferentes áreas da instituição.

Projetos buscam agilizar processos e fortalecer fiscalização

As 36 iniciativas identificadas incluem soluções para automatizar atividades administrativas, analisar documentos, pesquisar jurisprudência, monitorar informações e auxiliar os servidores nos procedimentos de fiscalização.

O objetivo é reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas e ampliar a capacidade de análise técnica, permitindo maior agilidade na execução dos trabalhos.

Segundo o coordenador do Comitê, Célio Lima de Oliveira, a criação do grupo surgiu da necessidade de estabelecer critérios para incorporar a inteligência artificial à rotina do Tribunal.

A atuação foi organizada em três etapas: regulamentação do uso da tecnologia, identificação das demandas institucionais e elaboração de propostas para atender às necessidades encontradas.

Para o procurador Joder Bessa e Silva, a inteligência artificial deve funcionar como instrumento de apoio aos profissionais, sem substituir a atuação humana.

Ele destacou que a tecnologia permite executar determinadas tarefas com maior rapidez e qualidade, especialmente aquelas que dependem de procedimentos manuais demorados.

Tribunal prepara implementação de novas ferramentas

Com a conclusão da fase de diagnóstico, os projetos passarão a integrar o planejamento estratégico do TCE-MS. A próxima etapa será estabelecer prioridades, cronogramas, recursos necessários e mecanismos de acompanhamento das entregas.

De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação, José Augusto Ferreira, a implantação das soluções deverá considerar as demandas mais urgentes da instituição, além dos custos envolvidos e das mudanças tecnológicas que possam ocorrer durante o desenvolvimento.

A expectativa é que as ferramentas contribuam para tornar os processos de controle externo mais rápidos, melhorar a produtividade dos servidores e ampliar a eficiência da fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas.

A instituição pretende avançar gradualmente na adoção das soluções, com acompanhamento dos resultados e ajustes conforme as necessidades de cada setor.

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