Ações emergenciais levam alimentos a indígenas em meio à alta de chikungunya em Dourados

Redação 09/04/2026
Criado por decreto, um comitê emergencial tem intensificado ações de apoio às comunidades indígenas em Dourados diante do avanço da chikungunya. Em menos de um mês, mais de uma tonelada de frutas já foi arrecadada e distribuída.
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A iniciativa é liderada pela Câmara Municipal, por meio do Comitê Emergencial da Reserva Indígena de Dourados (Ceari), que atua como um dos principais braços no enfrentamento à doença no município. A mobilização reúne voluntários, empresas e instituições em uma força-tarefa humanitária.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, entre 1º de janeiro e 1º de abril de 2026, o Estado já registrou 1.764 casos confirmados de chikungunya. Até o momento, sete mortes foram contabilizadas, sendo cinco em Dourados, uma em Bonito e uma em Jardim.
Entre os parceiros da ação estão iniciativas como Mesa Brasil Sesc, além de empresas locais e grupos voluntários. Com esse apoio, também foram distribuídas 210 caixas de água mineral, mais de 200 litros adicionais de doações, 180 cestas básicas e cerca de 300 marmitas.
As entregas contemplaram regiões como Jaguapiru I e II e Bororó I e II, consideradas as maiores áreas da reserva indígena. O ponto oficial de coleta das doações é o quartel do Corpo de Bombeiros, localizado na Avenida Presidente Vargas.
Entre os itens prioritários para doação estão alimentos não perecíveis, água mineral e repelentes.
Situação preocupa
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya tem apresentado aumento expressivo em Mato Grosso do Sul. Segundo monitoramento do Ministério da Saúde, o Estado atingiu sete mortes ainda no primeiro trimestre de 2026, tornando a doença até sete vezes mais letal em comparação a anos anteriores.
Os sintomas costumam ser intensos e, em casos mais graves, podem levar à morte em poucas semanas. Em 2025, Mato Grosso do Sul já havia registrado o pior cenário da série histórica, com 17 óbitos pela doença.
Diante desse cenário, ações como a do comitê buscam não apenas oferecer assistência emergencial, mas também reforçar a prevenção e o combate ao mosquito, especialmente em áreas mais vulneráveis.



