Pais denunciam merenda estragada e presença de larvas em escola municipal de Campo Grande


Redação 16/07/2026

Pais de alunos da Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira, localizada na Rua Mangabeira, nº 28, no bairro Coophatrabalho, em Campo Grande, denunciam problemas na qualidade da merenda escolar servida nos dias que antecederam o recesso. Segundo os relatos, estudantes encontraram larvas dentro de pães e alguns passaram mal após consumirem macarrão com molho que apresentava cheiro e gosto azedos.

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De acordo com responsáveis por alunos da unidade, a escola já acumula reclamações antigas relacionadas à comunicação com as famílias. Eles afirmam que a direção e a coordenação deixam de informar ocorrências registradas no ambiente escolar.

“Quando procuramos esclarecimentos sobre o que as crianças relatam, dizem que elas estão mentindo. Muitas situações acabam sendo omitidas para que os pais não fiquem preocupados”, afirmou a mãe de uma estudante.

Na semana passada, um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou uma aluna uniformizada relatando que percebeu o cheiro e o sabor azedo do macarrão servido durante a merenda.

Após a repercussão do caso, a Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira divulgou uma nota oficial informando que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou uma análise técnica da situação.

Segundo o comunicado, houve uma falha pontual no processo de conservação e preparo do alimento. A escola informou que o molho do macarrão apresentou processo de fermentação, o que pode ter contribuído para o mal-estar de alguns estudantes.

Um áudio que também circulou nas redes sociais, atribuído à coordenação da unidade, aponta que pelo menos quatro crianças apresentaram sintomas de intoxicação alimentar.

A direção afirmou que adotou medidas para apurar o ocorrido, reforçar os protocolos de segurança alimentar e orientar a equipe responsável pela preparação da merenda. Também informou que haverá acompanhamento e monitoramento dos profissionais envolvidos.

Na nota, a escola classificou o episódio como um caso isolado e afirmou que não houve registros de novos casos nem de estudantes que precisaram ser internados.

Apesar disso, pais afirmam que, dias depois do episódio envolvendo o macarrão, alunos encontraram larvas, conhecidas popularmente como “corós”, dentro de pães servidos na merenda escolar.

Os responsáveis demonstram preocupação de que, com o início do recesso escolar, o caso deixe de ser investigado e problemas semelhantes voltem a ocorrer. Alguns também alegam sofrer retaliações ao questionarem a direção da escola sobre as denúncias.

A Semed foi procurada para esclarecer as reclamações, informar quais medidas serão adotadas e explicar se houve falhas no armazenamento ou na infraestrutura da unidade que possam ter comprometido a conservação dos alimentos. Até a publicação da reportagem, a secretaria ainda não havia se manifestado.

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